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Arquivo de Abril de 2009



Radioescuta admin em 25 Abr 2009

Você é doido? A discriminação que o Dexista sofre.

Amigos do DXCB, o nosso assunto deste Atividade DX será também um tema polêmico pois vamos comentar o relacionamento do radioescuta e dexista com o preconceito das pessoas ao seu hobby.

Certa ocasião participando de uma festa de fim de ano com amigos um dos participantes ofereceu-me uma dose de cachaça, e eu respondi-lhe que não tomava bebida alcóolica, em seguida ele retirou um cigarro e insistiu que eu pegasse um, minha recusa não agradou ao rapaz, que assim que tirou umas tragadas retirou do bolso um jogo de cartas de baralho e perguntou: Você não bebe, não fuma, será que pelo menos joga um baralhinho? Respondi-lhe que não, e ato continuo o rapaz começou a dizer tanta abobrinha, besteirou, e enxurrada de idiotice que abreviei minha saída da festa. Nada tenho contra quem fuma, bebe, e joga baralho. Só que como respeito o gosto de quem os aprecia quero que a recíproca seja verdadeira! Dizem os sábios que gosto não se discute! Será

Outros sábios contradizem, dizendo que existe o bom gosto e o mau gosto a diferença entre um e outro pode estar na compreensão de cada um fazer seu julgamento colocando o bom senso acima de tudo. No passado as pessoas comentavam que fulano de tal ficou louco de tanto estudar como se todos que estudam com afinco tivessem como destino ficar como o personagem Dom Quixote De La Mancha de Miguel de Cervantes, que enlouqueceu com os livros sobre a cavalaria.

Hoje essa idéia já foi abolida do nosso meio ,pois sabe-se que o estudo literário ou técnico ou qualquer que seja serve como ginastica para o célebro, isso segundo os estudiosos no assunto. Tal fato tanto é verdadeiro que as pessoas que são muito esclarecidas, cultas, evoluídas raramente chegam a velhice com problemas de senilidade. ( No jargão popular: Caduquice )

Um político Brasileiro comentou certa ocasião que: No Brasil o errado é que é certo! Tal comentário tem um fundo de verdade, pois se você não gostar de certos vícios, costumes, e hábitos da população será muitas vezes recriminado e discriminado.

Para muitos, legal é o indivíduo que usa brinco, tatuagens, fuma, bebe, participa de torcida organizada, luta karatê, faz pega com veículo, gosta de música de metaleiro, pertença a uma gang etc. Quem foge a isso tá fora do grupo.

O dexista não foge a regra, como nosso robby é pouco conhecido, quando defrontamos com as pessoas que tem uma visão diferente da nossa e que enxergam o mundo quadrado, a discriminação vem junta.

O que leva uma pessoa a gostar de rádio ou não? Passou de pai para filho? Conviveu com pessoas que gostavam do hobby ? Surgiu assim na sua vida de repente? Cada um tem seu comentário a fazer. O que levaria uma pessoa a discriminar ou fazer chacota de um costume ou comportamento do outro? Acredito que só pode ser a forma de enxergar o mundo.

Todos têm olhos, mas a forma de ver as coisas muda de pessoa para pessoa. Existe um jogo de observação que os chefes escoteiros usam para verificar a atenção dos garotos. Os garotos são solicitados a entrarem em uma sala e aguardarem os chefes lá dentro por um minuto. Logo depois são chamados para fora e é pedido a cada jovem que escreva em uma folha em quatro minutos tudo que ele viu dentro da sala. O resultado é sempre impressionante, pois tem jovem que praticamente enumera tudo enquanto que outros praticamente não viram nada!

Um dexista comentou comigo que o que mais machuca quando e discriminado é o fato da dela sempre partir de pessoas que não tem nenhum conhecimento sobre o hobby, sua ignorância deixa-o cego.

A discriminação contra o radioescuta começa quando ele vai montar suas antenas. O síndico do prédio o impede. O vizinho vive perguntando se as suas antenas não irão atrair raios para sua casa que esta próxima se suas antenas não vão provocar interferências na sua TV e por ai!

No meu último encontro com o amigo Turelli, eu comentei com ele: “Toda uma vida ainda é pouco para desfrutarmos de tudo que ela pode nos oferecer.” São tantas coisas boas que ainda não fizemos que sentimo-nos impotentes ante nosso maior inimigo. O tempo, a contagem regressiva 4,3,2, 1, 0…….e ainda temos que agüentar preconceito das pessoas discriminando o pouco que temos direito para nos fazer felizes!

Antes de aposentar eu trabalhava em uma indústria metalúrgica, certa vez ao comentar com um colega da minha seção, sobre o preço do receptor que eu havia adquirido, o Sony 7600G ele ridicularizou comentando que era muita coragem dar tanto dinheiro por um rádio, e segundo ele o receptor que tinha em casa faria tudo que o Sony fizesse.

Mesmo sabendo que estava perdendo tempo aceitei seu desafio de no outro dia trazer cada um o seu receptor. No dia posterior no horário do almoço lá estava eu com o Sony debaixo do braço aguardando o colega com o seu.

Um dos colegas se colocou como Juiz para as devidas avaliações e pediu ao colega que colocasse sobre a mesa o seu rádio que custara 20 reais e que faria frente a qualquer outro rádio. Ao retirar de dentro da sacola um velho Telespark a turma da seção já começou a rir. Assim que coloquei o Sony sobre a mesa.

Eu disse-lhe:
_Coloque seu rádio em SSB e sintonize uma estação utilitária.
_SSB, o que é isso? Indaga o amigo!
_Bom deixa pra lá, comentei, sintonize primeiramente em 300 kHz e depois em 25 MHz.
_Meu rádio não tem estas freqüências! Salientou o amigo!
_Bem, então me mostre quantas memórias tem seu rádio? Quantas horas esta marcando o relógio do seu rádio? Programe-o para desligar daqui a dois minutos. Nesta altura o colega já se sentindo humilhado pegou seu Telespark , saiu de mansinho, desapareceu e nunca mais tocou no assunto.

Não recomendo que os colegas venham a agir desta forma, pois pode aumentar mais ainda a discriminação do seu oponente e não leva a nada. Eu agi assim porque se tratava de uma pessoa que realmente precisava de uma lição, e o meu estopim queimou-se todo e cheguei ao meu limite!

Creio que a discriminação nunca acaba ela só muda de lugar, hoje ela fere os dexistas amanhã os criadores de Orquídeas, logo depois os colecionadores de cartões telefônicos e vai por ai atacando sem olhar raça, credo, idade etc. O mínimo que podemos fazer é evitar essas pessoas que no jargão popular são chamados aqui em Minas Gerais de: “PROSA RUIM”

Um grande abraço a todos e bons DX. Ate o mês que vem.

73’ do amigo Wilson Rodrigues

DX Clube do Brasil



DX admin em 23 Abr 2009

A IDENTIFICAÇÃO DAS EMISSORAS CAPTADAS

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Por Adalberto Marques de Azevedo - Barbacena - Minas Gerais

Caros amigos,

Como estamos quase no início de um novo concurso sobre escutas de emissoras, é importante frisar o grande significado que tem a correta identificação das emissoras captadas.
Este texto eu já apresentei aqui há algum tempo atrás, mas julgo oportuno reapresentá-lo novamente.

A IDENTIFICAÇÃO DAS EMISSORAS CAPTADAS.

A correta identificação de uma emissora sintonizada, é uma das questões mais importantes a serem observadas pelos radioescutas e dexistas.

Na realidade esta é a ação mais importante para a correta anotação do LOG e o posterior envio do Informe de Recepção. Da correta identificação existirá uma excelente possibilidade de se vir a receber a confirmação da escuta feita.

Um dos fatores primordiais para a correta identificação é exatamente uma boa audição da emissora sintonizada, e esta condição quase nunca está presente nas sintonias que fazemos, visto serem, na maioria das vezes, estações de longa distância, em freqüências baixas, transmitindo com pouca potência e sob o efeito de ruídos atmosféricos, interferências das mais variadas fontes.

Outra coisa que muitos consideram como importante é o dexista ser “bom de ouvido”, ter uma audição muito boa. Quanto a isso, posso falar por observação, pesquisa e experiência própria, que não se trata de uma verdade “batida a prego”, pois ao longo dos anos em que me dedico a atividade de sintonizar broadcasters, tenho observado pessoas que teoricamente não poderiam distinguir uma emissora sob o vendaval de estática e outras interferências e mesmo assim o fazem.

Aqui mesmo, em Barbacena, existe um radioamador ( Onélio - PY4ONU ), que devido a um acidente com a explosão de um cilindro de acetileno; perdeu uma perna, um braço, ficou cego de ambos os olhos e perfurou os tímpanos. Pois saibam que este radioamador, mesmo com as deficiências físicas atuais, opera muito bem a sua estação. Com o tempo, ele desenvolveu aquela percepção especial que os cegos possuem de distinguirem bem os sons, e identifica de imediato cada pessoa que o chama pela freqüência, mesmo sob as condições piores de propagação e interferência.

Como eu também tenho uma deficiência auditiva congênita, do ouvido direito, em uma das muitas consultas periódicas ao meu Otorrinolaringologista; este profissional me explicou que a máquina humana tem uma capacidade de adaptação formidável. As pessoas que possuem como eu, um “endurecimento” do diafragma auditivo, o nervo auditivo passa a captar as vibrações que chegam aos demais órgãos situados ao redor do labirinto auditivo e desta maneira, por substituição eliminam quase que totalmente esta falha.

É por isso que o Onélio, com seus tímpanos perfurados, escuta tão bem e eu com minha deficiência conseguimos distinguir de modo satisfatório as emissoras que sintonizo. Além disso a prática diária desenvolve a capacidade mental de deduzir aquilo que se ouve.

Mas, deixando de lado estas considerações de ordem física e até pessoal, falemos da identificação das emissoras.

Existe uma nomenclatura, fruto de uma padronização não escrita, mas aceita mundialmente pelos radioescutas, a qual determina que as identificações de Emissoras sintonizadas devem ser qualificadas dentro de quatro condições, que foram “batizadas” por palavras em Inglês, pois são oriundas do início do dexismo, o qual se desenvolveu primordialmente no hemisfério norte onde este idioma é muito difundido.

Estas quatro condições são: Identified, Presumed, Tentative e Unidentified.

Traduzindo estes termos, teremos: Identificado, Presumido, Tentativa e Não identificado.

Quando o dexista vai fazer a redação dos seus logs das escutas feitas, deverá ter em mente estas quatro qualificações de identificação de emissoras ouvidas e realizar as anotações dentro da maior seriedade possível de acordo com isso.

EMISSORA IDENTIFIED OU IDENTIFICADA:

Desta maneira, ele irá anotar como emissora sintonizada e identificada, aquelas da qual ele ouviu o “Identify”, a identificação da emissora, e nestes casos, deve se ter plena certeza disso.

Neste mister, eu sinto que quando operava exclusivamente com o Transglobe, isso se tornava uma tarefa até bem mais consistente, pois era obrigado a ficar ouvindo a emissora, até que ela se identificasse, pois o dial analógico não permitia uma perfeita exatidão da freqüência sintonizada. Hoje, operando um Sony ICF 7600GR tenho de ter um cuidado maior, pois nem sempre entendemos perfeitamente aquilo que ouvimos.

É certo, que com o passar do tempo a nossa audição, aliada á capacidade de memorização cerebral, nos dá a condição especial de observar pequenas diferenças de tonalidade, timbre, aspectos típicos da modulação dos transmissores, e outros detalhes; os quais nos permitem identificar uma emissora após ouvir quinze segundos de sua transmissão,

Mas, mesmo esta capacidade pessoal, não deve ser utilizada como ferramenta para a completa identificação. O correto é aguardar o momento onde a emissora apresenta a sua titularidade. Sabemos que isso ocorre a cada hora cheia e a cada hora e meia, nas internacionais.

O problema maior resulta nas nacionais, pois existem algumas emissoras que não tem conhecimento do poder de marketing que tem a divulgação de seu nome e teimam em transmitir por horas a fio sem se identificarem, fato este que resulta numa desobediência ás leis nacionais de telecomunicações.

Bem, mas voltando ao nosso assunto específico, devemos considerar como identificada aquela emissora da qual temos 100 % de certeza da identificação. Neste caso se anota o Log, normalmente, sem qualquer acréscimo de termos sobre a identificação

EMISSORA PRESUMED OU PRESUMIDA:

Este caso, na identificação de emissoras, se ate aquelas onde não temos a certeza absoluta da identificação, mas verificamos uma grande possibilidade de ser a emissora que acreditamos.

Simulemos a situação onde se ouve uma emissora falando: “Aqui na cidade de Rebimboca do Sul são precisamente 19 horas”. Ora, se em nossa pesquisa pessoal, descobrimos que a cidade de Rebimboca do Sul tem 5.000 habitantes; podemos presumir que existe no máximo apenas uma emissora local e “sapecamos” o nome e freqüência desta emissora no nosso Log , porém acrescentando porém o termo “Presumed”.

Devemos fazer isso por não termos identificado plenamente a emissora.

Esta anotação é imprescindível, pois imaginem se a Rádio de Rebimboca do Norte está fazendo a cobertura de uma Exposição Agropecuária em Rebimboca do Sul; com certeza ela irá mencionar a hora local e com isso, tornará uma anotação feita como Identified completamente incorreta.

Podemos avaliar as identificações “Presumed” como aquelas onde temos de 90 % a 99 % de certeza da identificação, mas não temos os 100 % de absoluta certeza.

EMISSORA TENTATIVE OU TENTATIVA:

Este tipo de identificação deve ser anotado no Log, quando o nosso grau de certeza fica numa qualificação bem menor que o de “Presumed” ou presumida; algo como 75 % a 90 % de certeza.

Podemos exemplificar este caso com a seguinte situação:

” # % $ * * > …. Rádio #8 IAIA…. …..Caros ouvintes da # $ * &IAIA…BWT… nós ….”

Você tem certeza que existe uma emissora transmitindo na canaleta, você consegue até ouvir alguns vocábulos inteligíveis, mas não consegue identificar mais nada da transmissão. Nestes vocábulos você identifica o sufixo IAIA e pode até deduzir…Rádio Itatiaia…

Mas, se considerar que a Rede Itatiaia retransmite sua programação através de diversas outras emissoras em localidades diferentes, poderá ocorrer de você estar captando uma destas emissoras.

Daí você deve mencionar em seu log, uma descrição resumida da situação da escuta acrescentando logo em seguida á freqüência (se tiver identificado ) a palavra Tentative ou Tentativo.

Com esta anotação, um outro dexista poderá até, numa situação mais favorável realizar uma identificação coerente da mesma emissora.


EMISSORA UNIDENTIFIED OU NÃO IDENTIFICADA:

Este é o caso mais fácil de entender, pois é quando ouvimos o sinal de um emissor presente no canal, mas não conseguimos ouvir nada mais que esta presença. Sem Identify, sem presença plausível de locução ou música, sem pistas ou rastros.

Nesta situação, se anota hora, freqüência, Unidentified e se tenta fazer ao menos uma explicação resumida do que se ouviu.

Bem amigos, esta questão de identificação de emissoras é um aspecto muito sério de nossa atividade. Como vocês podem verificar, quantitativamente, eu mencionei os seguintes valores percentuais: Identified - 100 %, Presumed - 90 % a 99 % e Tentative - 75 % a 90 %.

Podemos então concluir que abaixo de 75 % de certeza de identificação deve ser considerado como Unidentified ou não identificada. Nesta avaliação percentual pode se verificar como é séria esta questão.

Devemos ter em mente que somente ouvindo bem, por um bom tempo e analisando coerentemente nossas escutas é que poderemos realizar uma identificação precisa.

É por isso que não sou muito fã dos famosos “band scan”, ou seja, as varreduras rápidas de Dial, fazendo anotações seguidas de freqüências escalonadas na relação de Logs. Esta prática é até muito aceitável numa DX-pedição, onde estamos desbravando uma situação completamente nova dentro de uma faixa, com a possibilidade de realizarmos escutas que provavelmente não se repetirão mais.

Mas, em nosso shack, realizando nossa quota diária de escutas, devemos ser bem mais seletivos e observadores. Principalmente se observarmos que as emissoras apresentam programações curiosas, interessantes, músicas calmantes, notícias espetaculares e muitos outros atrativos.

É por isso que após sintonizar uma emissora, devemos ouvir a mensagem que ela nos está transmitindo e somente após estarmos situados completamente sobre a mesma é que devemos fazer as anotações na folha de logs.

E quando fizer estas anotações, não se esqueçam destas quatro avaliações: Identified, Presumed, Tentative e Unidentified.

Um abraço a todos,

DX Clube do Brasil



Telecomunicações admin em 20 Abr 2009

Sol “quieto” intriga astrônomos

PALLAB GHOSH
da BBC

O Sol passa por um de seus períodos mais quietos por quase um século, praticamente sem manchas solares (explosões na atmosfera solar) e emitindo poucas chamas.

A observação da estrela mais próxima da Terra está intrigando os astrônomos, que estão prestes a estudar novas imagens do Sol captadas no espaço na Reunião Nacional de Astronomia do Reino Unido.

O Sol normalmente passa por ciclos de atividade de 11 anos. Em seu pico, ele tem uma atmosfera efervescente que lança chamas e “pedaços” gasosos super quentes do tamanho de pequenos planetas. Depois deste pico, o astro normalmente passa por um período de calmaria.

Nível de atividade do Sol está intrigando pesquisadores
Nível de atividade do Sol está intrigando pesquisadores

Esperava-se que o Sol voltasse a esquentar no ano passado depois de uma temporada de calmaria. Mas em vez disso, a pressão do vento solar chegou ao seu nível mais baixo em 50 anos, as emissões radiológicas são as mais baixas dos últimos 55 anos e as atividades mais baixas de manchas solares dos últimos 100 anos.

Segundo a professora Louise Hara, do University College London, as razões para isso não estão claras e não se sabe quando a atividade do Sol vai voltar ao normal.

“Não há sinais de que ele esteja saindo deste período”, disse.

“No momento, há artigos científicos sendo lançados que sugerem que ele vai entrar em um período normal de atividade em breve.”

“Outros, no entanto, sugerem que ele vai passar por outro período de atividades mínimas –este é um grande debate no momento.”

Mini era do gelo

Em meados do século 17, um período de calmaria - conhecido como Maunder Minimum - durou 70 anos, provocando uma “mini era do gelo”.

Por isso, alguns especialistas sugeriram que um esfriamento semelhante do Sol poderia compensar os efeitos das mudanças climáticas.

Mas segundo o professor Mike Lockwood, da Universidade de Southhampton, isso não é tão simples assim.
“Quisera eu que o Sol estivesse vindo a nosso favor, mas, infelizmente, os dados mostram que não é esse o caso”, disse ele.

Lockwood foi um dos primeiros pesquisadores a mostrar que a atividade do Sol vinha decrescendo gradualmente desde 1985, mas que, apesar disso, as temperaturas globais continuavam a subir.

“Se você olhar cuidadosamente as observações, está bem claro que o nível fundamental do Sol alcançou seu pico em cerca de 1985 e o que estamos vendo é uma continuação da tendência para baixo (na atividade solar), que vem ocorrendo há cerca de duas décadas.”

“Se o enfraquecimento do Sol tivesse efeitos resfriadores, já teríamos visto isso a esta altura.”

Meio-termo

Análises de troncos de árvores e de camadas inferiores de gelo (que registram a história ambiental) sugerem que o Sol está se acalmando depois de um pico incomum em sua atividade.

Lockwood acredita que, além do ciclo solar de 11 anos, há uma oscilação solar que dura centenas de anos.

Ele sugere que 1985 marcou o pico máximo deste ciclo de longo prazo e que o Maunder Minimum marcou seu ponto mais baixo.

Para ele, o Sol agora volta a um meio termo depois de um período em que esteve praticamente no topo de suas atividades.

Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) mostram que as temperaturas globais subiram em média 0,7º C desde o início do século 20.

As projeções do IPCC são de que o mundo vai continuar a esquentar, e a expectativa é de que as temperaturas aumentem entre 1,8º C e 4º C até o fim deste século.

Ninguém sabe ao certo como funciona o ciclo e altos e baixos na atividade solar, mas os astrônomos se veem, agora, graças a avanços tecnológicos, em uma posição privilegiada para estudar o astro-rei.

Segundo o professor Richard Harrison, do Laboratório Rutheford Appleton, em Oxfordshire, este período de quietude solar dá aos astrônomos uma oportunidade única.

“Isso é muito animador, porque como astrônomos nunca vimos nada assim em nossas vidas”, disse ele.

“Temos uma sonda lá no alto para estudar o Sol com detalhes fenomenais. Com esses telescópios podemos estudar esta atividade mínima de um modo que nunca fizemos no passado.”

21 de abril de 2009



Telecomunicações admin em 19 Abr 2009

Magnetismo

Magnetismo é um fenômeno através dos quais os materiais apresentam propriedades de atração ou repulsão sobre outros materiais.

Alguns materiais bem conhecidos que exibem propriedades magnéticas são: ferro, alguns tipos de aço e os minerais que ocorrem naturalmente como o ímã. Na realidade todos os materiais são influenciados por um grau ou outro na presença de um campo magnético, mesmo em alguns casos a influência é muito pequena para detectar sem equipamentos especiais.

Forças magnéticas são forças fundamentais que se elevam devido aos movimentos de particulas carregadas eletricamente. A origem e comportamento destas forças são descritos pelas famosas equações de Maxwell.

Para o caso da corrente elétrica se movendo através de um fio, a força resultante é direcionada conforme a “regra da mão direita”. Se o polegar da mão direita aponta ao longo do fio a partir do positivo para frennte do lado negativo, as forças magnéticas irão atravessar através do fio na direção indicada pelos dedos da mão direita. Se um laço (loop) é formado, de tal forma que as patículas carrregadas em um círculo então todas as forças no centro do laço são direcionadas à mesma direção.

O resultado é chamado de dipolo magnético. Quando posicionado em um campo magnético, um dipolo magnético tenderá a se alinhar com este campo. Para o caso de um laço, se os dedos da mão direita são direcionados na direção do fluxo da corrente, o polegar irá apontar para a direção correspondente ao polo Norte do dipolo. No campo magnético da Terra o polo Norte do dipolo irá tender a apontar para o Norte.

Dipolos magnéticos ou momentos magnéticos podem geralmente resultar em movimento de electrons devido a escala atômica. Cada eléctron apresenta momento magnético que se origina de duas fontes. A primeira é o movimento orbital dos eléctrons ao redor do núcleo. Em um sentido este movimento pode ser considerado um laço (loop), resultando em um momento magnético ao longo do seu eixo de rotação. A segunda fonte do momento eletromagnético é devido a propriedade de macânica quântica denominado spin.

Em um átomo o momento magnético orbital de alguns pares de eléctrons se cancelam mutuamente. O mesmo é verdade para os momentos magnéticos do spin. O momento magnético geral do átomo é a soma de todos os momentos magnéticos dos eléctrons individuais, totalizando para o cancelamento dos momentos entre eléctrons apropriadamente emparelhados.

As propriedades magnéticas dos materiais são em grande parte determinadas pela natureza e magnetude dos momentos magnéticos atômicos.

Diversas formas de comporamento magnético são observados incluindo:

    Diamagnetismo
    Paramagnetismo
    Ferromagnetismo
    Antiferromagnetismo
    Ferrimagnetismo
    Superparamagnetismo

As aplicações práticas do magnetismo permeiam toda a nossa atual civilização, desde as telecomunicações até aos meios de transporte modernos, como os famos trens suspensos devido ao magnetismo.

Os trens eletromagnéticos (Maglev) usam a propulsão magnética para viajar em altas velocidades e os fluidos magnéticos ajudam a abastecer os motores de foguetes com combustível. O campo magnético da Terra, chamado de magnetosfera, a protege do vento solar.

Trem movido a propulsão eletromagnética
Um trem Transrapid em Emsland, teste da Alemanha



Telecomunicações admin em 18 Abr 2009

Indução Eletromagnética e Eletricidade - A base das telecomunicações

Enquanto a descoberta do eletromagnetismo por Oersted trouxe surpresa a comunidade científica internacional, e que pavimentou o caminho para o desenvolvimento de aplicações da eletricidade, foi Micheal Faraday que nos mostrou a chave para a geração prática de eletricidade : indução eletromagnética.

Faraday descobriu que uma tensão (voltagem) poderia ser gerada através de um fio de determinado tamanho que é exposto a um fluxo de campo magnético perpendicular a variação da intensidade.

Uma forma simples de criar um campo magnético de intensidade variável é mover um magneto (ímã) próximo a um fio ou bobina de fio. Mas lembre-se: o campos magnético deve aumentar ou diminuir de intensidade de forma perpendicular ao fio (de forma que as linhas de fluxo atravessem o fio condutor), do contrário nenhuma tensão (voltagem) será induzida:

Como gerar eletricidade a partir do fenômeno da indução magnética

Faraday foi capaz de matematicamente relacionar a taxa de variação do fluxo do campo magnético com a tensão (voltagem) induzida (repare no uso da letra “e” minúscula para a unidade de tensão, isto se deve a referência de tensão instantânea, ou tensão em um específico momento no tempo, ao invés de tensão estabilizada):

Equação de Tensão Induzida

e = tensão induzida em Volts (instantânea)
N = número de voltas de fio em uma bobina
ϕ = fluxo magnético em Webers
t = tempo em segundos

O termo “d” é o padrão adotado para notação de cálculo, representando a taxa de variação do fluxo através do tempo. O “N” significa o número de voltas, da bobina do fio (assumindo que o fio é enrolado no formato de uma bobina para obter o máximo de eficiência eletromagnética).

Este fenômeno é colocado em prática de forma óbvia na construção de geradores elétricos, os quais usam energia mecânica para mover um campo magnético através de bobinas de fio para gerar tensão (eletricidade). Entretanto, isto não é o único meio prático utilizado para este princípio.

Se lembrarmos que o campo magnético produzido por um fio transportando corrente será sempre perpendicular a este fio, e que a intensidade do fluxo do campo magnético variado com a quantidade de corrente através deste, nós podemos constatar que este fio é capaz de induzir uma tensão (voltagem) ao longo de seu próprio comprimento simplesmente devido a uma variação na corrente através deste. Este efeito é chamado auto-indução: um campo magnético variável produzido por mudanças na corrente através de um fio induzindo tensão ao longo do comprimento do próprio fio.

Se o fluxo do campo magnético é melhorado através do enrolamento do fio na forma de uma bobina, e este envolvido com um material de alta permeabilidade, como um núcleo de ferrite por exemplo, o efeito da tensão auto-induzida será mais intenso. Um dispositivo construído para obter vantagem deste efeito é chamado indutor, que é um dos componentes mais comuns utilizados em circuitos eletrônicos em aplicações de telecomunicações.



Rádio Difusão Internacional admin em 16 Abr 2009

Irã : O Eixo do Mal nas Ondas Curtas do Rádio

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Por Sarmento Campos

No momento cultural desta semana, vamos falar sobre um importante país que tem sido noticia em destaque na mídia nos últimos tempos.

Próximo ao Iraque, este país é um dos berços da nossa civilização, com uma história que remonta a milhares de anos, e hoje, é citado pelos Estados Unidos, como um dos integrantes do eixo do mal, junto com a Coréia e o Iraque.

Estamos falando do Irã, um importante país do Oriente Médio, e que hoje é um alvo potencial dos Estados Unidos, segundo alguns analistas internacionais.

Radio República Islâmica do Irã

O Irã, também marca presença nas transmissões em ondas curtas, inclusive com uma programação dirigida para a América do Sul, e que podem ser facilmente captadas aqui no Brasil.

Com uma população próxima a 70 milhões, e tendo como idioma oficial o persa, o Irã é um pais islâmico.

A região que corresponde ao atual Irã abrigou diversos povos e Estados na Antiguidade, com destaque para o Império Persa, que foi fundado no ano de 539 a.C., por Ciro, o Grande.

A conquista árabe, ocorreu no ano 642, e marcou a conversão de seus habitantes ao islamismo. O zoroastrismo, a então religião tradicional persa, foi reprimida e seus últimos praticantes acabaram fugindo para a Índia. E nesta época, foi adotado o alfabeto arábico, mas o idioma persa se mantém até hoje.

O país foi invadido pelos turcos no século XI e pelos mongóis no XIII. Tendo recuperado a independência no século XVI foi governado por várias dinastias. No século XIX entretanto, se tornou alvo de disputa entre o Reino Unido e a Rússia, que dividiram o território em áreas de influência em 1907.

Os britânicos exploram o petróleo, que foi descoberto em 1908. O marco do período moderno foi o golpe de Estado de 1921, em que o general Reza Khan derrubou o último sultão Kajar, que foi coroado xá em 1926 com o nome de Reza Pahlevi.

Um decreto real, em 1935, mudou o nome do país de Pérsia para Irã. E no ano de 1941, durante a II Guerra Mundial, o Irã foi ocupado por britânicos e soviéticos. O xá, simpático ao nazismo, abdica em favor do filho, Mohammad Reza Pahlevi. E os últimos soldados soviéticos deixaram a nação em 1946.

Em 1951, o primeiro-ministro, Mohammad Mussadeq, nacionalizou as companhias petrolíferas estrangeiras, quase todas britânicas, e entrou em confronto com o xá Reza Pahlevi, que abandonou o Irã.

Os governos ocidentais organizaram boicote ao petróleo iraniano, enquanto a União Soviética apoiou o país e começou a comprar seu petróleo. A crise atingiu o auge em agosto de 1953, quando Mussadeq foi deposto por um golpe militar conduzido com a ajuda do Reino Unido e dos Estados Unidos (EUA).

O xá Reza Pahlevi retornou ao Irã e assumiu poderes ditatoriais e o primeiro-ministro Mussadeq foi preso.

Este golpe do militar interrompeu o movimento nacionalista no Irã e implementou uma ditadura que durou mais de 25 anos.

Em 1978, a crise econômica e a ampla corrupção fizeram crescer a oposição ao regime ditatorial do xá. As correntes oposicionistas, uniram-se sob a liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini, até então exilado na França.

O governo não conseguiu controlar a insurreição, e, em janeiro de 1979, o xá Reza Pahlevi fugiu do país, e as Forças Armadas aderiram aos revoltosos.

Khomeini regressou triunfalmente ao Irã, em fevereiro, e, dez dias depois, assumiu o poder, com a renúncia do primeiro ministro.

Em 1º de abril, o Irã foi declarado oficialmente uma república islâmica, cuja autoridade suprema é o chefe religioso aiatolá, posto ocupado por Khomeini.

Esta revolução islâmica, culminou em uma crise com os Estados Unidos.

Em novembro de 1979, um grupo de militantes islâmicos ocupou a Embaixada dos EUA em Teerã e tomou 66 norte-americanos como reféns. O governo iraniano apoiou a ocupação da embaixada e faz várias exigências, entre as quais a extradição do xá Reza Pahlevi, que estava asilado nos Estados Unidos.

O impasse não se resolveu nem com a morte de Reza Pahlevi, em julho, no Egito. Os últimos reféns foram libertados somente em janeiro de 1981, mais de um ano após a invasão da embaixada.

Nessa época, o país já enfrentava a guerra com o Iraque, iniciada em 1980, quando tropas iraquianas ocuparam áreas em litígio às margens do rio Shatt Al-Arab.

O conflito, que devastava as duas nações, terminou apenas em 1988, e as fronteiras permaneceram inalteradas. Estima-se que tenham morrido aproximadamente 400 mil iranianos e 300 mil iraquianos numa guerra que enfraqueceu ambas as nações.

A tensão entre os Estados Unidos e o Irã, aumentou a partir de janeiro de 2002, após a invasão do Iraque pelos próprios s Estados Unidos.

Nesta época, o presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou que o Irã forma um “eixo do mal” com a Coréia do Norte e o Iraque, e acusou o Irã de desenvolver armas de destruição em massa e de patrocinar o terrorismo.

A crise entre dois países se agravou ao ser anunciado, em julho, um acordo com a Federação Russa para a construção do primeiro reator nuclear iraniano. Washington acusou Teerã de adquirir tecnologia para fabricar armas nucleares, mas as autoridades iranianas afirmaram que a usina irá produzir somente energia elétrica.

E em fevereiro de 2003, o Irã anunciou a descoberta de importantes reservas de urânio. Em junho, o governo rejeitou a decisão da Agência Internacional de Energia Nuclear de submeter o programa nuclear do país a rigoroso controle internacional.

Para conhecer mais sobre a historia, cultura, acontecimentos atuais e a posição do governo do Irã, uma excelente opção é através das ondas curtas do rádio.

A Rádio Voz da Republica Islâmica do Irã transmite para a América do Sul no idioma espanhol a partir das 0130 no Tempo Universal Coordenado, nas freqüências de 9555 khz e 9905 khz na faixa de 31 metros.

O endereço para correspondência é “Programa em Espanhol” PO Box 19395 N. 6767 Teerã Irã

A emissora também está presente na Internet através do endereço :

www.irib.com/worldservice/spanish

E não se esqueça de enviar sua carta ou email para a Rádio Guarujá Paulista, fazendo suas sugestões sobre temas relacionados ao rádio de ondas curtas, que você gostaria que comentássemos no ar.

Ouça na íntegra o áudio deste Momento Cultural que foi levado ao ar em dezembro de 2004

Ouça este programa levado ao ar pela Rádio Guarujá Paulista


Telecomunicações admin em 15 Abr 2009

Astronomia e o Rádio

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Por Sarmento Campos

Estamos aqui para falar sobre radiodifusão de ondas curtas, explorando os aspectos técnicos sobre a recepção de emissoras de rádio.

Este é programa produzido pela sua Guaruja Paulista em parceria com o DX Clube do Brasil, que é uma entidade fundada há mais de 22 anos e é dedicada a divulgação do hobby da radioescuta e dxismo, que consiste na pratica de se sintonizar emissoras muito distantes, em especial nas ondas curtas.

Hoje vamos falar sobre um dos aspectos mais críticos a recepção de sinais de rádio, que é a propagação das ondas de rádio e a sua relação com as estações do ano.

Em encontros anteriores falamos que em ultima instância, é o Sol, o principal astro de nosso sistema solar, que é o responsável pelo que podemos ouvir e quando podemos.

E estamos saindo do mês de julho em pleno inverno no hemisfério sul de nosso planeta Terra, o que nos traz algumas possibilidades de escutas bem interessantes não só em ondas curtas, como também em ondas médias, também conhecido popularmente como AM.

Ao contrário do que chegam a afirmar alguns livros, o inverno que é associado as temperaturas mais baixas, não é devido ao nosso planeta Terra estar mais longe do SOL, o que por sua vez implicaria que no verão a Terra estivesse mais próxima do SOL

Imagine a mesa a sua frente, e que no centro desta, está o SOL brilhando com toda sua imponência. E em ponto próximo do SOL, está o nosso planeta Terra girando ao redor do SOL, em um processo denominado de revolução ou translação.

Ou seja, em um intervalo de um ano, o nosso planeta completa uma volta ao redor do SOL, em uma órbita denominada elíptica, que na realidade, podemos enxergar como um circulo quase perfeito, porém, com um leve achatamento. No caso da órbita do planeta terra, este achatamento é em torno de 3 graus, o que significa que a distancia entre a Terra e o SOL varia muito pouco durante uma revolução, ou seja um ano.

Logo, podemos já imaginar que não é devido ao afastamento da Terra em relação ao SOL que ocorre o inverno.

Mas o ouvinte deve estar se perguntando, o que esta questão de astronomia tem haver com o rádio de ondas curtas e a recepção das emissoras que estão nesta faixa ?

Já chegaremos lá, pois este é um dos aspectos bem interessantes da propagação das ondas de rádio e que necessariamente precisamos conhecer como veremos a seguir.

Pois bem, voltando a nossa mesa que está a nossa frente, tendo o SOL no centro e o planeta Terra em algum ponto em seu movimento de translação ao redor do SOL, em cima da mesa, existe a explicação para a existência da alternância das estações do ano, em especial quanto ao inverno e verão para simplificarmos nosso exemplo.

A Terra ao girar ao redor do SOL segue o mesmo plano imaginário da nossa mesa, porém, nosso planeta é inclinado em seu próprio eixo em torno de 23 graus, logo, no nosso exemplo da mesa, a Terra durante uma volta ao redor do SOL irá passar por quatro pontos bem distintos onde os ângulo de incidência dos raios de SOL na Terra serão diferentes, o que forma as quatro distintas estações do ano.

Assim, o que faz o verão ou o inverno na realidade, é justamente a inclinação da incidência dos rádios solares em nosso planeta.

Imagine que em determinado momento o hemisfério Norte está o mais perpendicular possível em relação ao SOL, assim, quando os raios atingem a superfície da Terra no menor ângulo possível, irá aquecer mais a superfície da Terra, causando assim mais calor.

E ao mesmo tempo, o hemisfério SUL, estará mais inclinado em relação o SOL, diminuindo o ângulo de incidência dos raios solares na superfície da Terra, o que diminui a temperatura gerada na superfície, causando assim o inverno.

Experimente acender uma lâmpada bem potente em um abajur fixo na sua mesa, apontando exatamente de cima para baixo na superfície da mesa, por alguns instantes, a uma determinada altura . Observe como a mesa naquele ponto que está concentrado a luz da lâmpada irá se aquecer. Agora, mantendo a mesma altura da lâmpada no abajur, experimente inclinar a lâmpada, digamos uns 45 graus, de forma a iluminar não só um pequeno ponto mas iluminar uma grande parte da mesa. Você irá perceber que a mesa não esquenta tanto.

Este é o principio das nossas quatro estações do ano.

E finalmente, isto gera um fenômeno bem interessante, alias, vários fenômenos que afetam a propagação das ondas do rádio diretamente.

Como no inverno os dias duram menos do que a noite, o SOL não carrega a tanto a ionosfera, que é a camada eletricamente carregada que está acima da atmosfera e que é responsáveis por hora absorver as ondas de rádio limitando o alcance das ondas de radio e hora refletindo as ondas, permitindo um alcance muito maior.

Assim no inverno, a ionosfera recebe menos raios solares, fica menos carregada eletricamente, e absorve menos as ondas do rádio, permitindo que as ondas de rádio sejam refletidas na ionosfera atingindo assim longas distancias. E isto acontece exatamente para as freqüências mais baixas das ondas curtas, ou seja, no inverno, recebemos melhor as freqüências abaixo de 9.500 khz, que é a faixa de 31 metros, passando pelos 49 metros, que é em torno de 6000 kHz até as ondas médias.

Por sua vez, as freqüências mais altas, como por exemplo a faixa de 13 metros, que é em torno de 21500 kHz, que necessitam de forte ionização da ionosfera para se propagarem, se tornam muito difíceis de atingir longas distancias.

É comum nesta época do ano, recebermos sinais das emissoras de ondas curtas que operam nas ondas tropicais dos estados do Nordeste e norte do Brasil, e o contrário é verdadeiro, como demonstram as cartas que a Rádio Guaruja tem recebido de estados tão distantes como Rondônia por exemplo.

E por sua vez, no hemisfério Norte que agora é verão, a propagação é bem diferente, ou seja, como regra a título de comparação, as melhoras freqüências para a longa distancia são as mais altas, e não as mais baixas.

Existem muitos outros aspectos interessantes sobre propagação das ondas de rádio, que nos possibilitam realizar a prática do DX, que é a sintonia de emissoras distantes e desconhecidas. Assim, sabendo em que época do ano nós estamos, quais as faixas de freqüências mais propicias a recebermos sinais de longa distancia, sabendo também quais são as horas do dia, tanto no amanhecer como no anoitecer onde a noite é mais longa, podemos ouvir estações do outro lado do mundo.

Para fechar com um exemplo de um excelente DX, nosso amigo Celio Romais de Porto Alegre conseguiu sintonizar em Porto Alegre bem cedo, próximo ao amanhecer, emissoras em ondas tropicais de Papua Nova Guiné na Oceania e do Japão, que é do outro lado do mundo.

E durante o encontro Brasil DX 2004, após o anoitecer, foi possível ouvir diversas emissoras do extremos norte do Brasil, assim como diversas emissoras internacionais, inclusive da Europa, em ondas médias.

Por isso, a dica é : fique atento ao seu rádio, pois conhecendo um pouco sobre esta ciência tão interessante que é a propagação, você poderá escutar emissoras bem distantes que provavelmente só daqui a um ano você conseguirá sintonizar de novo.

Bem, este era o nosso tema de hoje, aguardamos seus comentários e sugestões.

Se você deseja conhecer um pouco mais de nossa atividade dxista, escreva para nós :

DX Clube do Brasil

http://www.ondascurtas.com



Telecomunicações admin em 12 Abr 2009

Ciclo Solar e as Telecomunicações

Nós estamos atualmente no meio do ciclo solar de 11 anos, o qual a Terra vivencia os efeitos através de mudanças nas comunicações de rádio, distribuição de energia elétrica, órbitas de naves e satélites artificiais e mesmo em relação a meteorologia. Logo, prever o que o Sol fará a seguir é de nosso interesse direto.

Em 1610, logo após ter observado o Sol com seu novo telescópio, Galileo Galilei realizou a primeira observação Européia das Manchas Solares. As observações diárias foram iniciadas no Observatório de Zurich em 1749 e com a adição de outros observatórios observações contínuas foram feitas a partir de 1849.

O número de manchas solares é calculado primeiro através da contabilização do número de grupos de manchas solares e depois o número de manchas individuais.

O “número de manchas” é então obtido pela soma do número de manchas individuais e 10 vezes o número de grupo. Como a maioria dos grupos de manchas apresentam em média 10 manchas, esta fórmula para contar as manchas solares fornece números confiáveis mesmo quando as condições de observações são menores do o ideal e difícil de serem observadas. Médias mensais ( atualizadas mensalmente ) dos números de manchas solares mostram o número de manchas visíveis máximas e mínimas do Sol formando assim um ciclo aproximado de 11 anos.

Repare que atualmente existem pelo menos dois relatos “oficiais” de números de manchas solares. O “International Sunspot Number” é compilado pelo Data Analysis Center na Bélgica.

Dados de Influência Solar

O número de manchas solares mensal e projetado em curva é plotado para o ciclo atual e para os últimos quatro ciclos

Ciclo Solar Atual

O número de manchas da NOAA é compilado pelo US National Oceanic and Atmospheric Administration.

NOAA

Ciclos Solares observados desde 1700 até 2000

Ciclos Solares

Como podemos observar, a compreensão dos fenômenos solares é de capital importância pois o SOL pode determinar, além da existência e manutenção da vida em nosso planeta, as condições de campo magnético de nosso planeta, e interagir diretamente com a geração de energia elétrica e de transmissão de rádio freqüência, o que é fundamental para nosso atual ciclo tecnológico.

Interação do SOL com a Terra
A atividade solar afeta diretamente o campo magnético da Terra

A radiação extra gerada pelos raios ultravioleta (UV) e Raios-X criados pelo campo magnético das manchas solares causam aquecimento da atmosfera da Terra e que inclusive causa sua expansão. Este fenômeno cria arrasto adicional na área onde orbitam satélites de comunicações e naves como a Estação Espacial Internacional. Este arrasto pode inclusive alterar a órbita da nave mais cedo do que o esperado originalmente.

A radiação extra Ultra Violeta causada pela atividade da mancha solar pode também aumentar a quantidade de ozônio na camada superior da atmosfera da Terra.

NASA Física Solar

Muitos sistemas de comunicações utilizam a ionosfera para refletir sinais de rádio através de longas distâncias. As tempestades ionosféricas podem afetar as comunicações de rádio em alta freqüência (HF) em todas as latitudes do planeta. Algumas freqüências de rádio são absorvidas e outras refletidas, levando a flutuações rápidas de sinais e caminhos de propagação das ondas inesperados. Estações de rádio e TV comerciais são afetados pela atividade solar, mas comunicações do tipo terra-ar, navio-costa, transmissões em ondas curtas, como as da Rádio Difusão Portuguesa Internacional, Rádio BBC de Londres e operações de rádio amadoras são frequentemente interrompidas. Operações de rádio que se utilizam de altas freqüências frequentemente dependem de alertas geomagnéticos e solares para manter seus circuitos de comunicação operantes.

Perturbação nas comunicações por rádio

Sistemas de navegação tais como LARAN e OMEGA são adversamente afetados quando a atividade solar interrompe a propagação de seus sinais. O sistema OMEGA consiste de oito transmissoras localizados ao redor do mudo. Aeronaves e navios usam os sinais de baixa freqüência destes transmissoras para determinar sua posição. Durante eventos solares e tempestades geomagnéticas, o sistema pode prover informações inacuradas tais como desvios de diversos quilômetros. Se os navegadores forem alertados que uma tempestade de radiação ou geomagnética está ocorrendo, eles podem alternar para outro sistema de navegação de reserva.

Os sinais de GPS são afetados quando a atividade solar causa repentinas variações na densidade da ionosfera. O Sistema de Posicionamento Global está sendo utilizado de forma cada vez mais precisa por diversas aplicações, incluindo mapeamento de rotas de aviação, construção civil como rodovias, pouso de aeronaves, e prospecção e extração de petróleo.

Perturbação nas comunicações por rádio



Rádio Difusão Internacional admin em 11 Abr 2009

Rádio BBC DE LONDRES

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Por Sarmento Campos

No Momento Cultural desta semana, iremos falar um pouco sobre uma emissora que muito provavelmente é a mais conhecida nas ondas curtas em todo o mundo. Vamos ouvir as badaladas de um famoso relógio localizado em uma cidade européia, talvez você já saiba a que emissora estou me referindo :

Big Ben

Este é possivelmente o mais famoso som de um relógio no mundo. Estamos falando do Big Ben que está em Londres. Na realidade o Big Bem é o nome do maior sino instalado dentro da chamada Torre do Relógio que toma parte do edifício do Parlamento da Inglaterra. Um fato interessante sobre a famosa precisão britânica, é que o controle da precisão do relógio é feito através do uso de moedas antigas que são inseridas no mecanismo do relógio, para balancear o movimento e garantir sua precisão.

Voce ja deve ter adivinhado, que neste Momento Cultural vamos falar um pouco sobre a BBC de Londres.

A historia da BBC de Londres remonta aos primórdios da era do radio, desde a década de 20, quando após as experiências de Marconi, que utilizou os experimentos e projetos do professor Hertz, desencadeou em especial nos Estados Unidos o surgimento de grande quantidade de pequenas emissoras, porem, funcionando não só sem regulamentação, inclusive causando interferência entre algumas emissões, como também, sem um plano comercial para manter sua viabilidade econômica.

E nesta década crucial para o radio, a sociedade britânica demandou a criação de um serviço de radio difusão dentro da Grã Bretanha. Assim, em 1922 o Correio Central criou duas emissoras experimentais que vieram a ser o embrião da atual British Broadcast Corporation.

A BBC foi composta por um grupo de fabricantes de equipamentos de radio, incluindo o então Guglielmo Marconi. As transmissões diárias da BBC se iniciaram no estúdio Marconi em Londres, e foi seguida por transmissões em outras cidades como Birmingham e Manchester, e em poucos meses, estavam presentes em grande parte do país.

A maior influencia nos primórdios da BBC veio de seu gerente geral, John Reith, um engenheiro escocês de 33 anos de idade. A companhia se formou com uma missão comercial, basicamente, para vender receptores de radio, mas John Reith a dedicou um propósito muito mais elevado. Ele vislumbrou uma rede de radio difusão independente capaz de educar, informar e divertir a nação inteira, e principalmente, livre de interferências políticas e pressões comerciais.

Em pouco tempo, a BBC transmitia peças de teatro, concertos de musica clássica e popular, entrevista e uma grande variedade de programas desde seu primeiro estúdio em Savoy Hill.

Mas como nem tudo são flores, a poderosa industria da imprensa escrita de então, conseguiu sucesso em manter a BBC afastada no negocio de jornalismo. Os boletins de noticias eram preparados pelas novas agencias da BBC, e só podiam ser levados ao ar após as 7 horas da noite, de forma a não interferir nas vendas dos jornais.

No ano de 1932, a BBC ampliou seus horizontes com a abertura do Empire Service, o Serviço do Império Britânico, o precursor do atual BBC World Service. No dia de natal de 1932, o Rei George V concedeu a primeira transmissão para o Império Britânico, e o seu texto foi escrito pelo famoso autor Rudyard Kipling.

A BBC continuou a manter a qualidade de sua programação, mesmo tendo se tornado um verdadeiro gigante nos dias de hoje. Foi a BBC que inaugurou o primeiro serviço regular de Televisão, em 1936. A BBC conseguiu reunir uma vasta produção de programas de radio e Televisão, que fizeram sucesso e tiveram grande aceitação também nos Estados Unidos, inclusive, nos dias de hoje.

Mas foi no inicio da segunda guerra mundial, que a radio difusão internacional se desenvolveu rapidamente, bem no centro das atenções da propaganda nazista da Alemanha de Hitler. E desde então, o rádio ate os dias de hoje, tem um papel fundamental nos conflitos não só internacionais como também regionais e até internos.

Neste contexto conturbado de nossa historia recente, em 1938 foi iniciado o serviço em português da BBC de Londres para o Brasil. Com uma frase que se tornou celebre “O senhor Hitler entrou hoje à noite em Viena”, Manuel Braune, o Aimbere, inaugurou no dia 14 de marco de 1938 as transmissões da BBC para o Brasil.

Na época, a Grã-Bretanha viu potências rivais como a Alemanha, a Itália e a União Soviética se engajarem em transmissões de rádio para o exterior – muitas vezes com a finalidade exclusiva de fazer propaganda para o nazismo, o fascismo e o comunismo.

Países com quem a Grã-Bretanha tinha boas relações, como os Estados Unidos ou a Holanda, também tinham dado início a esse tipo de iniciativa, fazendo com que as ondas curtas se tornassem o cenário de uma verdadeira “guerra de idéias” radiofônica.

Em 1937, Felix Greene, um alto funcionário da BBC, visitou a América Latina e constatou que “nós (os britânicos) estamos enfrentando propaganda nociva em todas as suas formas, (…) habilidosa, altamente organizada e realizada com engenho, energia e dedicação infinita”.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a BBC desempenhou um importante papel com transmissões de noticiário em língua local para países estratégicos como a França, a Itália e a Alemanha, como por exemplo, com a transmissão de discursos de líderes como Charles de Gaulle e Winston Churchill.

A partir daí, a BBC de Londres criou diversos departamentos transmitindo hoje em 43 idiomas para o mundo. Em português, a BBC conta com um departamento para o Brasil e outro para Europa e África.

Para que você possa perceber a grandiosidade e importância das transmissões em onda curta, vamos ouvir o tradicional sinal de identificação da BBC de Londres, abrindo suas transmissões diárias em português, para a Europa e África.

Ouça a abertura do programa em português da BBC de Londres para Europa e África
Abertura da Rádio BBC de Londres para Europa e África

Este foi o Momento Cultural desta semana, trazendo um pouco da historia dos paises presentes nas ondas curtas do radio.

Se você deseja mais informações sobre a programação das emissões em português da BBC de Londres e de outras emissoras que transmitem para o Brasil e América Latina, acompanhe o Panorama Atual do jornalista Celio Romais. Sempre com informações atuais e relevantes sobre o que acontece no mundo do radio de ondas curtas.


DX admin em 10 Abr 2009

DX na Itália com antena “Made in Brazil”

A antena portátil para Ondas Médias, Longas e Curtas foi utilizada na Itália com excelente resultados.

No video a seguir, podemos ver um grupo de radioescutas em pleno dia ouvindo emissoras a mais de 1.500 KM de distância utilizando esta prática e eficiente antena, e um receptor portátil digital Degen 1103.

Esta antena que é fabricada pelo DX Clube do Brasil pode ser adquirida com exclusividade através do site Amantes do Rádio criado e mantido por Renato Uliana.

Lojinha do Radioescuta



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