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Arquivo de Maio de 2009



Radioescuta admin em 27 Mai 2009

Radio Guarujá Paulista retorna as Ondas Curtas em 5.045 kHz

Conforme anunciado pelo Jornalista Célio Romais em seu blog http://blog.romais.jor.br - a Rádio Guarujá Paulista retornou em Maio as transmissões em ondas curtas, inicialmente na frequência de 5.045 kHz, mais precisamente na faixa das Ondas Tropicais.

A emissora que já teve 3 frequências ativas em Ondas Tropicais, havia arrendado a emissora para o Sistema Globo de Rádio, que por sua vez desativara as transmissões em Ondas Tropicais.

Após um curto período, a Guarujá desenvolveu parceria com a Rádio Jovem Pan para retransmitir em rede parte de sua programação, e agora, em Maio, a Guaruja ainda mantém a parceria, poém, voltou a produzir conteúdo próprio, e reativou seu transmissor de 5.045 kHz.

As emissões ocorrem com 250 Watts de potência a “título de ajustes”, segundo Célio Romais, e já podem ser captadas em alguns estados brasileiros, como Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Se voce sintonizar a emissora, envie um email reportando a captação para rampazo@radioguarujaam.com.br.

Desejamos todo o sucesso para o Sr. Rampazzo e pleno retorno da Familía Guarujá !

Rádio Guaruja AM 1.550 kHz 5.045 kHz


Telecomunicações admin em 26 Mai 2009

Entendendo o SOL e os Plamas do Sistema Solar

Excelente publicação da entidade americana THE NATIONAL ACADEMIES PRESS sobre física aplicada ao sistema Solar. Esta publicação em inglês oferece uma visão geral da complexidade do nosso Sistema Solar e sobre Física Espacial.

National Academies Press

Este excepcional material introduz temas como a Hielosfera, o magnetismo solar, o campo magnético de nosso planeta Terra, assim como descreve eventos relacionados a tempestades espaciais e sua interação com diversos outros componentes da física espacial.

É leitura obrigatória para se obter uma síntese deste tema extremamente importante da Física, que afeta diretamente os sinais de rádio em nosso planeta.

Understandig the Sun and the Solar System Plamas
Acesse o documento Understanding the Sun and the Solar System Plasmas - formato PDF 1,5 Mb

Física Espacial e Solar é a disciplina científica que estuda o funcionamento interno do SOL, a aceleração de sua atmosfera em forma de vento supersônico, e a interação do vento solar com as atmosferas e magnetosferas superiores, cometas e outros pequenos corpos celestes, e o meio local interestelar.

Esta disciplina recebe cada vez mais incentivos governamentais para pesquisa de forma a se conhecer melhor o universo que nos circunda, seus fenômenos e interações com nosso meio ambiente e geofísica da Terra.

Heliosfera e o Meio Interestelar
Representação da Heliosfera e sua interação com o meio interestrelar

Radioescuta admin em 24 Mai 2009

Radioescuta nos tempos atuais

Nos tempos áureos das transmissões internacionais de rádio em Ondas Curtas, o dial vivia repleto de emissoras, transmitindo nos mais variados horários, frequências e idiomas. Com grandes parques transmissores ao redor do planeta, era possível estar atualizado com tudo o que acontecia no mundo, e em particular, ter acesso a diversas versões dos fatos pois as fontes eram independentes, e os pontos de vista políticos eram bem delimitados.

Para exemplificar, durante o período recente do regime militar ditatorial no Brasil, que lançou uma onda de repressão jamais vista na história, com a supressão das liberdades individuais, e em particular, censurando e controlando direta e indiretamente a mídia, o cidadão comum ficava limitado as versões “oficiais” das notícias, não só do mundo, como em particular dentro do próprio país.

Neste período, que coincidia com o auge das transmissões de rádio internacional, era comum termos ciencia de fatos ocorridos no Brasil, assim como versões mais idôneas de noticiários locais e naturalmente internacionais, através das emissões de rádio de outros países.

Enquanto o regime militar reprimia as universidades, a imprensa, e impunha um rigoroso controle da então efervecente televisão no Brasil, através de um grande aglomerado formado então, era comum recorrermos aos noticiários da Rádio Nederland, da Holanda; Rádio BBC de Londres; Rádio Central de Moscou; Rádio Tirana da Albânia e tantas outras emissoras governamentais que levavam ao ar diariamente, não só noticiários atuais, mas editoriais refletindo pontos de vista diversos do que então era censurado e omitido na mídia local.

Nestes tempos áureos de grande diversificação de fontes de informação, em especial através do rádio, que por suas condições tecnológicas intrínsecas não pode ser rastreado e nem censurado, ouvia-se uma pleiade de programas voltados a cultura der diferentes povos, onde era possível conhecer outras ideologias, crenças, músicas e inclusive, trocar correspondência com os locutores a a redação em geral.

Hoje, com o fim da chamada Guerra Fria, e com a derrota dos regimes militares ditatoriais, e por consequencia, com as mudanças geopolíticas desde então, como por exemplo, a queda do muro de Berlim, o cenário na radio escuta hoje em dia é muito diferente.

Os governos restringiram ou eliminaram grande parte das transmissões de rádio internacionais, e em paralelo, com o crescimento das redes televisivas operando por satélite e por cabo, e com a concentração de renda e de poder em poucos detentores de capital controlando as grandes redes, aconteceu um fenômeno interessante. Enquanto diversas fontes de informação foram se apagando, outras que surgiram pretensamente para ocupar o seu lugar, na realidade, foram absorvidas por uma padronização global da informação, restringindo assim, a qualidade das notícias, em particular dos editoriais e análise dos acontecimentos.

Em outras palavras, quando podia se sintonizar a Rádio Voz da América falando sobre o conflito no Oriente Médio, dando sua versão dos fatos e mostrando suas doutrinas para o mundo, era possível sintonizar a Rádio Voz do Iraque e ouvir outra versão da história e outros pontos de vista.

Enquanto recebíamos no rádio a programação da Rádio BBC de Londres tecendo loas ao imperialismo britânico e reclamando para si a propriedade de todos os mares do planeta, a Rádio RAE - Rádio Argentina ao Exterior - relatava os horrores da guerra das Malvinas, informando sobre o covarde afundamento do cruzador argentino ARA General Beltrano ocorrido fora da área de exclusão.

Radiodifusion Argentina al Exterior

No Brasil, enquanto o regime militar oprimia a classe pensante e a imprensa oficial se referia a ex União Soviética como bárbaros que comiam criancinhas, através da Rádio Central de Moscou podíamos conhecer outras opinões, através de programas sobre a literatura russa, costumes e tradições deste pais também continental, contrastando com a imagem de agressores sombrios prestes a destruir a humanidade com seus misseis nucleares.

Radio Central de Moscou - ex União Das Repúblicas Socialistas Soviéticas

E hoje, temos a disposição através da TV aberta uma programação medíocre, que beira a aberração, e os canais da TV paga, estão concentrados em poucas redes de televisão que comungam da mesma opinião e pontos de vista.

Enfim, um retrocesso cultural e político em plena era da tecnologia onde vivenciamos avanços nas telecomunicações jamais imaginados ha algumas décadas atrás.

E hoje, a atividade de radioescuta, se reposiciona, não só por puro saudosismo, mas também pelo prazer de se pesquisar as ondas de rádio, e buscar cada vez mais sinais de rádio e emissoras longínquas desafiando as leis da física, e claro, as agressões aos sinais de rádio frequência gerados pela enormidade de dispositivos elétricos e eletrônicos cada vez mais presentes nos lares dos grandes centros.

Nos tempos áureos da radioescuta, um rádio analógico, valvulado ou transistorizado era utilizado para ouvir as grandes emissoras, utilizando-se como antena pedaços de fio esticados nos varais de roupa ou pendurados na janela.

Hoje em dia, até devido a maior facilidade de aquisição de rádios mais bem elaborados, e de custo até razoável, recorremos a antenas mais sofisticadas, a amplificadores externos e outros periféricos para auxiliar no processo de sintonizar emissoras de outras regiões, países e continentes.

Estas fotos a seguir registram o 8. Encontro de Lorena de Radioescutas, onde se observa um receptor de comunicações da década de 70/80, contrastando com um receptor moderno, controlado por computador, com o auxilio de outros dispositivos, como um faseador para permitir selecionar melhor as emissoras sintonizadas.

O contraste entre a forma que se realizava a radioescuta, a forma com que nos correspondíamos com as redações das emissoras internacionais, através de cartas escritas de próprio punho, ou através de mecanismos primitivos conhecidos como “máquina de escrever”, até os dias de hoje onde utilizamos a Internet para nos comunicarmos de forma instantânea e em tempo real, com quem quer que seja nesta aldeia globalizada, nos dá a tônica dos novos tempos.

Renato Uliana demonstrando um receptor clássico de ondas curtas
Renato Uliana durante o Encontro de Lorena em São Paulo, demonstrando o uso de um clássico receptor de ondas curtas

Renato Uliana demonstrando um receptor clássico de ondas curtas
Detalhe do rádio Kenwood fabricado no Japão na década de 70 e operando como novo

Transceptor de Ondas Curtas Yeasu
Moderno transceptor de comunicações em ondas curtas fabricado pela Yaesu no Japão controlado por computador

Para ver mais fotos do 8. Encontro de Lorena, acesse a página :

http://www.sarmento.eng.br



Rádio Difusão Internacional admin em 18 Mai 2009

Tempo Universal Coordenado - UTC

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Por Rudolf Walter Grimm

Boa noite prezado ouvinte, sou Sarmento Campos e falo do escritório do DX Clube do Brasil no Rio do Janeiro, e lhe trago a já tradicional mensagem de Rudolf Walter Grimm, assim como as gravações de Samuel Cassio Martins e uma interessante entrevista a um dxista que faz parte da historia do hobby, e continua em plena atividade.

Hoje, no Conheça as Ondas Curtas, Rudolf Grimm irá abordar um tema muito importante, que é o tempo universal coordenado.

Vamos a sua mensagem :

Amigos da Rádio Guarujá, desde quando o nosso programa iniciou, em 1º de novembro último, verifica-se que existe uma terminologia apropriada para alguns aspectos técnicos no rádio, que necessitam ser mais bem detalhado para alguns de nossos ouvintes. Falamos neste momento para aqueles que a partir de nosso programa, passaram a se interessar pelas recepções de rádio vindas de distancias maiores. Mais precisamente, vindas do exterior.

Quando informamos a escuta de uma emissora de rádio aqui pelo Brasil, e se esta emissora for a Radio Nova Zelândia, por exemplo, que fica do outro lado do nosso planeta, torna-se um tanto difícil para o diretor da mesma entender a que horas da Nova Zelândia a emissora foi ouvida no Brasil. Precisará certamente munir-se de informações que nem sempre estão disponíveis, ou dirigir-se a um daqueles globos domésticos que são tão comuns em escolas de primeiro grau. Tudo isto acompanhado ainda de uma calculadora de quatro operações para efetuarem-se contas com o objetivo de se calcular com exatidão o horário da Nova Zelândia.

Esta pequena dificuldade se resolveu quando se instituiu mundialmente um horário padrão. Independente do que registram os ponteiros ou o display dos relógios em qualquer parte do mundo, naquele momento quer seja no Brasil, no Japão, na Europa ou no Alaska, há um horário padrão igual para todos em questão.

Como funciona isto? Decidiu-se há quase um século utilizar o horário do meridiano de Greenwich como o horário mundial. O que os relógios marcarem na Inglaterra em qualquer momento do dia, vale como horário padrão para o resto do mundo. Se em Greenwich o relógio marcar 12 horas ou meio-dia, corresponde a 12 horas no Tempo Universal Coordenado em qualquer outro país, mesmo se os relógios locais de um outro país marcarem 8 ou 10 da noite. Sempre será 1200 h do Tempo Universal Coordenado, ou em palavras mais simples: 1200 h UTC.

Voltando ao exemplo da Rádio Nova Zelândia: se a ouvimos às 18 horas aqui no horário brasileiro, transformamos este horário em horário UTC, ao informarmos a escuta para a emissora Neozelandesa. Como o fazemos: Verificamos a diferença do nosso horário em relação ao horário de Greenwich, ou horário UTC, e informamos simplesmente o horário UTC nos nossos dados. No nosso exemplo da Radio Nova Zelândia, se aqui foram 18 horas, o horário UTC no momento, por causa do horário brasileiro de verão, será 2 horas adiante, ou seja, 2000 UTC. Fora do horário de verão, a diferença entre o horário de Brasília e o horário de Greenwich é de 3 horas.

Ao informarmos que ouvimos a Radio Nova Zelândia às 2000 UTC, o pessoal técnico desta emissora ao receber nossa correspondência efetuará sem dificuldades a conversão do horário UTC para o horário local deles, assim como nós o fizemos em relação ao nosso horário, e conseguirá somar o ingrediente do horário de suas transmissões em suas análises técnicas. Em outras palavras, a Nova Zelândia está a 12 horas à frente em relação ao horário UTC, e no nosso exemplo, as 18 horas daqui do Brasil corresponderiam às 6 horas da manhã do dia seguinte na Nova Zelândia.

Pode parecer um pouco difícil disto tudo ser entendido, mas não o é. Convertemos o nosso horário para UTC em nossos informes de recepção internacionais, e simplesmente colocamos este dado em nosso relatório.

Da mesma forma, se um dexista norte-americano informar que ouviu a Rádio Guarujá às 0400 UTC nos Estados Unidos, num cálculo simples de forma inversa, deduzimos que no nosso horário esta escuta ocorreu às 2 da manhã.

Para mais informações escreva para o DX Clube do Brasil.

Esta foi a mensagem de hoje de Rudolf Grimm, especial para o programa Nas Ondas Curtas da Guarujá.

Para você que está nos ouvindo pela primeira vez, este programa é dedicado a todos os radioescutas e dxistas do Brasil, que ouvem a Radio Guarujá Paulista seja através das ondas médias, ou pelas ondas curtas.

Visite a página do DX Clube do Brasil na Internet, e conheça um pouco mais sobre nosso hobby. O endereço é www.ondascurtas.com

Boas escutas.

Conheça as Ondas Curtas


Radioescuta admin em 17 Mai 2009

Alguns cuidados na caça de cartões QSLs

Por Carlos Felipe

Alguns dexistas, no início da prática do hobby, ficam maravilhados com a possibilidade de receber cartões QSL. Ouvir o nome de outros dexistas em emissoras internacionais que “receberão o cartão QSL” e ver coleções de outros dexistas são fatores que impulsionam os novatos nessa prática.

Essa euforia inicial pode se tornar uma grande decepção. Isso costuma ocorrer devido a idéias pré concebidas quanto a obtenção do cartão. Podemos salientar:

1- Interesse em conseguir cartões raros antes de se adquirir prática na arte de reportar emissoras.
2- Ilusão de receber o cartão QSL somente pelo fato de algum outro amigo ter recebido recentemente um cartão de uma determinada emissora.
3- Não remeter relatórios suficientes para receber a primeira leva de QSLs.

Devemos esclarecer aos dexistas novatos que certas emissoras não são boas pagadoras de cartão QSL. Certamente esse é um dos fatores que desestimulam alguns amigos a dedicar o seu tempo e dinheiro a caça de QSLs. Contudo, essa faceta torna alguns cartões mais raros e interessantes que outros. Uma analogia válida seria uma coleção de selos. Alguns são mais raros que outros. Outro fator a se considerar é que com o tempo, os selos dessa suposta coleção se valorizariam. Então, voltando aos QSLs, mesmos os que são mais fáceis de se conseguir serão um dia mais valiosos.

O procedimento correto indicado para os dexistas iniciantes é começar reportando as grandes emissoras internacionais. Primeiro, para se praticar, as emissoras reportadas seriam em nosso idioma e em espanhol. Depois, conforme o dexista for confirmando as emissoras e rádio-países dele deve tentar se especializar e fazer relatórios de transmissões em outros idiomas.

O dexista iniciante, depois de já ter conseguido alguns cartões QSL, deve dar um novo passo em busca de cartões mais raros, de emissoras mais interessantes. Um caminho indicado é reportar emissoras que confirmaram recentemente relatórios de recepção. Isso, contudo, não é garantia de recebimento do cartão. Temos que lembrar que cada relatório de recepção pode percorrer um caminho diferente em uma emissora. Ou seja, há possibilidades do seu relatório de recepção cair nas mãos erradas e você não receber o seu cartão QSL.

Cartão QSL da NHK Radio Japão
Cartão QSL da NHK Radio Japão

O que se pode fazer para evitar essa situação? Nada garantirá o percurso do seu relatório em uma emissora. Um procedimento que pode ajudar é enviar o seu relatório diretamente para o V/S que confirmou o relatório recentemente. Os nomes de V/S costumam serem divulgados nos boletins dexistas. Mas você deve ser rápido para fazer uso desta vantagem. O V/S pode deixar de trabalhar na emissora se você demorar muito para enviar o seu relatório.

Já vi algumas situações interessantes. Em uma delas um radioescuta enviou quatro relatórios de recepção para emissoras nacionais e se queixava de não ter recebido nenhum cartão QSL. O que ele fez de errado? Mesmo sem ver o seu relatório de recepção posso afirmar que ele cometeu um erro muito grave na sua incursão no mundo dos QSLs. Mandou poucos relatórios.

Um detalhe pouco divulgado pelos grandes confirmadores de estações é o número de relatórios não respondidos. Esse número é alto. Conclui-se então que para cada relatório confirmado pode haver outro que não rendeu o cartão QSL.

Uma tática simples para se driblar isso é remeter muitos relatórios de recepção. Lembre-se que quanto mais cartões você receber mais você se animará a dedicar o seu tempo a escrever relatórios.

Para encerrar o assunto, fui questionado por um dexista se determinada emissora confirmava, etc. Tinha sido o único relatório remetido por ele e ele estava ansioso aguardando o recebimento do seu cartão. Imagine o jogo dos QSLs como se você estivesse em um cassino. Cada relatório é uma aposta e cada cartão recebido é uma vitória. Dentro de suas várias apostas você perderá muito dinheiro, mas poderá ganhar algo em troca se continuar apostando.

Não quero fazer aqui uma apologia aos jogos de azar, mas leve em conta que para você ter uma coleção de 100 cartões QSL provavelmente você terá que enviar uns 130 relatórios. Alguns não lhe trarão retorno, mas farão parte do jogo.

Se você não é bom o suficiente para escrever cartas realmente interessantes pode ser necessário compensar esta deficiência de alguma forma. Uma delas é o envio de alguns souvenires juntamente com o seu relatório. A eficiência disso é relativa. Há radioescutas que jamais mandam um cartão postal junto com a sua carta e relatório e tem sucesso em suas caçadas.

No caso, por exemplo, de uma pequena emissora de ondas médias do interior o fato de receber uma carta dando conta da sua sintonia em um lugar distante já é mais do que suficiente para agradar o V/S. Mas se a emissora já receber muitas cartas, é realmente importante que a sua carta se destaque das outras.

Fazer uma carta “que se destaque” não significa escrevê-la em um papel néon com alguma caneta colorida. Procure contar, em poucas palavras sobre qual é o seu intuito, quem é você, onde trabalha, etc.

Nem sempre uma carta comprida agrada. Certa vez conversei com o gerente de uma emissora e ele me disse que não tinha costume de ler cartas muito compridas… Certamente ele era um homem muito ocupado e você não iria agradá-lo contando detalhes de sua vida particular. Neste caso você deveria ser breve.

Para agradar quem gosta e também quem não gosta de ler você deve fazer a sua carta de forma modular. Ou seja, use uma máquina de escrever e deixe bem nítidos os blocos de sua carta. A apresentação separada do relatório e do pedido de QSL. Assim, se o V/S for apressado em uma rápida passada de vista ele verá o que interessa a ele na sua carta. Se for uma pessoa com mais tempo, a sua organização do texto irá tornar mais agradável o prazer da leitura.

Reportar emissoras de ondas médias e tropicais brasileiras é uma parte muito interessante do nosso hobby. Mas nessa modalidade residem alguns dos perigos para o radioescuta novato.

Diferentemente das grandes emissoras internacionais de ondas curtas, que incentivam o envio de relatórios de recepção, as emissoras regionais não tem tanto interesse em recebê-los.

Esse fato já predispõe as emissoras a não dar tanta atenção a esses relatos. Sendo assim devemos proceder de forma diferente se estivermos interessados em um cartão QSL. Recebo vários relatórios de recepção na R. Transmundial. Vários deles não têm nenhum comentário. Muitos radioescutas enviam somente o relatório de recepção, pedem o cartão QSL e adesivos, flâmulas etc…

A diferença da Radio Transmundial entre outras emissoras é que ela é uma emissora de ondas curtas e tem interesse em saber como ela está sendo sintonizada em várias partes do país. Sendo assim nós respondemos mesmo esses relatórios, pois eles trazem a informação que desejamos.

Mas será q esse procedimento daria certo com uma emissora que transmite no interior do Mato Grosso? Ela já sabe que o seu sinal “vai longe”, receber relatórios de recepção não é nenhuma novidade para ela.

Aí reside o perigo. Como já foi comentado anteriormente, você deve fazer um relatório com capricho, que seja interessante em informações sobre a captação da emissora e que cative quem for lê-lo. Ressalto aqui que é importante que você fale um pouco de você no relatório.

E o QSL? Será que receberei a confirmação para o meu relatório? Eu diria que, o ideal, é esperar sentado pelo seu QSL. Por vários motivos as respostas demoram as vezes para vir. Eu diria que depois de 60 dias, para relatórios para emissoras nacionais, as possibilidades de se receber o cartão QSL diminuem sensivelmente.

O que fazer então? Desistir? Abandonar o hobby? O dexista deve ser persistente.

Citarei aqui um caso que ocorreu comigo. Uma emissora da banda tropical de 90 metros me chamava atenção. Mandei o relatório e não obtive resposta. Após três follow-ups, (que podemos traduzir como acompanhamento ou cobrança), tive o QSL tão esperado. Usei esse procedimento com outras emissoras e consegui recuperar vários relatórios “perdidos”. Quando envio um Follow-up eu remeto juntamente com a cópia do relatório uma pequena carta, que deve ser curta, dizendo que não recebi o tão esperado QSL. Ocasionalmente jogo a culpa nos serviços postais brasileiros…

Costuma render bons resultados. Nem sempre dá certo, mas não é tão difícil Ter uma fotocopia do relatório e escrever uma pequena carta insistindo na confirmação.

Após receber o seu cartão QSL não custa nada agradecer a emissora. Lembre-se que ela foi cortes com você. Alguém dedicou tempo para lhe redigir uma carta e não custa nada remeter um cartão postal agradecendo a atenção.

Fazendo isso você estará ajudando o próximo amigo dexista que enviar um relatório a emissora. Certamente.

Há de se considerar que essas regras não precisam ser levadas ao pé da letra. Escrever um relatório de recepção não é o mesmo que escrever um programa para computador. Em um programa de computador, se você fizer uso correto da linguagem de programação, a máquina interpretará os dados e executará o que você pré-determinou.

No mundo dos QSLs o seu relatório de recepção é como se fosse um programa. Só que quem irá interpretar esse “programa” é uma pessoa de carne e osso, sujeita a mau humor e a todos as emoções que um ser humano tem. Por isso procure se especializar escrevendo os seus relatórios com sensibilidade, procurando trazer a essa pessoa alguma informação interessante e não somente um pedido por um cartão QSL.

DX Clube do Brasil



Telecomunicações admin em 16 Mai 2009

Nossa Estrela, o SOL

Noções Básicas sobre Meteorologia Espacial

Sun - SOL

Todos nós sabemos que o SOL é de extrema importância para a vida em nosso planeta Terra, mas poucos de nós já tiveram a oportunidade de ter uma boa descrição de nossa estrela e de suas variações.

O SOL é uma estrela média, similar a milhões de outras no Universo. Trata-se de uma prodigiosa máquina de energia, fabricando em torno de 3.8 x 1023 KiloWatts. Em outras palavras, se o total da energia produzida pelo SOL fosse condensado por um segundo proveria a um país como os Estados Unidos, por exemplo, energia suficiente, em seu padrão atual de consumo, para seus próximos 9.000.000 anos.

A fonte básica de energia para o SOL é a fusão nuclear, o qual utiliza as altas temperaturas e densidades dentro do núcleo para fundir o hidrogênio, produzindo energia e criando o hélio como subproduto. O núcleo é tão denso e o tamanho do SOL tão grande que a energia liberada no centro do SOL leva cerca de 50.000.000 de anos para chegar a superfície, se sobrepondo um número incontável de absorções e re-emissões durante o processo. Se o SOL tivesse o processo de produção de energia terminado hoje, levaria 50.000.000 anos para os efeitos serem sentidos no nosso planeta Terra !

O SOL tem produzido suas energias radiantes e térmicas durante os últimos 4 ou 5 bilhões de anos. Ele possui hidrogênio suficiente para continuar produzindo para outros bilhões de anos. Entretanto, em torno de 10 a vinte bilhões de anos a superfície do SOL começará a se expandir, englobando os planetas em órbita (incluindo a Terra). Nesta ocasião, nosso SOL irá ser conhecido como uma estrela gigante vermelha. Se o SOL fosse mais massivo, ele iria colapsar e entrar em ignição novamente como uma estrela que queima hélio. Devido ao seu tamanho médio, entretanto, o SOL, espera-se que o SOL simplesmente se contraia e se torne uma relativamente pequena, estrela gelada conhecida como anã branca.

Há muito tempo se sabe que o SOL não é estável, e ainda apresenta algumas características especiais. Os gregos identificaram manchas solares primeiro no ano de 325 A.C. Algumas das mais importantes características solares são explicadas nas seguintes seções.

Manchas Solares - Sunspots

Manchas Solares - Manchas Solares

Manchas solares, área escuras na superfície do SOL, contém campos magnéticos muito fortes que estão em constante deslocamento. Uma mancha solar de tamanho moderado é quase tão grande quando nosso planeta Terra. As manchas solares se forma e se dissipam durante períodos de dias ou semanas. Elas ocorrem quando campos magnéticos fortes emergem através da superfície solar e permite que a área se esfrie levemente, de um calor de fundo de valor de 6.000 ° C para aproximadamente 4.200 ° C; esta área aparece como uma mancha escura em contraste com o SOL. A rotação destas manchas pode ser vista na superfície solar; elas levam em torno de 27 dias para fazer uma completa rotação como observado a partir da Terra. As manchas solares continuam mais ou menos no mesmo local no SOL.

Perto do equador solar a superfície rotaciona em uma taxa mais rápida que próximo aos pólos solares.

Manchas Solares

Grupos de manchas solares, especialmente aquelas com configurações complexas de campos magnéticos, são freqüentemente os locais de labaredas. Nos últimos 300 anos, o numero médio de manchas solares tem se apresentado regularmente com inicio e fim em um clico de onze anos. O SOL, tal qual a Terra, apresenta estações, porém sem “ano” equivale a onze dos nossos. O máximo solar ocorre nos anos que as manchas solares são mais numerosas. Durante o Maximo solar, a atividade no SOL e seus efeitos no nosso ambiente terrestre são elevados.

Ejeção de Massa Coronal - CME Coronal Mass Ejection (CME)

Coronal Ejection - Ejeção de Massa Coronal do SOL

A atmosfera solar exterior, denominada de corona, é estruturada por campos magnéticos fortes. Nos locais onde estes campos são fechados, geralmente acima de grupos de manchas solares, a atmosfera solta confinada pode súbita e violentamente liberar bolhas ou línguas de gás e campos magnéticos chamados de ejeções de massa coronal. Uma grande CME (Coronal Mass Ejection) pode contem 1.016 grams (um bilhão de toneladas) de matéria que pode ser acelerada a vários milhões de quilômetros por hora em uma espetacular explosão. O material solar se propaga através do meio interplanetário, impactando qualquer planeta ou nave espacial em seu caminho. As CMEs são algumas vezes associadas com labaredas, mas geralmente ocorrem independentemente.

Velocidade do Vento Solar e Campo Magnético

Labaredas - Flares

Flare - Labaredas do Sol

As labaredas solares são liberações intensas e de curta duração de energia. Elas são observadas como áreas brilhantes no SOL em comprimentos de onda ópticos e como explosões de ruído em comprimentos de onda de rádio; elas podem durante desde minutos até horas. As labaredas são os maiores eventos explosivos do nosso sistema solar. A fonte primária de energia para as labaredas parecem ser rompimentos e re-conexões de campos magnéticos fortes. Elas irradiam através do espectro eletromagnético, desde raios gama até raios X, através da luz visível até ondas de rádio de comprimento longo.

Buracos na Corona - Coronal Holes

Coronal  Holes - Buracos de Corona - SOL

Os buracos na corona são características solares variáveis que podem durar de semanas a meses. Eles são grandes, áreas escuras onde o SOL é observado em comprimentos de onda de raios X, algumas vezes tão largos quanto um quarto da superfície do SOL. Estes buracos são enraizados em células grandes de campos magnéticos unipolares na superfície do SOL; suas linhas de campo se estendem até fora do sistema solar. Estas linhas de campo abertas permitem um continuo fluxo de alta velocidade de vento solar. Os buracos na corona apresentam um ciclo de longa duração, mas o ciclo não corresponde exatamente ao ciclo das manchas solares; os buracos tendem a ser mais numerosos nos anos seguintes ao máximo das manchas solares. Em alguns estágios do ciclo solar, estes buracos são continuamente visíveis ao norte solar e no pólo sul.

Efeitos das Tempestades da Meteorologia Espacial

Aurora

Aurora - Aurora Boreal

A aurora é uma manifestação dinâmica e visualmente delicada de tempestades geomagnéticas induzidas pelo SOL. O vento solar energiza os elétrons e íons na magnetosfera. Estas partículas geralmente entram na atmosfera superior da Terra próximo as regiões polares. Quando as partículas atacam as moléculas e átomos da fina, alta atmosfera, algumas delas iniciam a brilhar em cores diferentes. A aurora começa entre as latitudes 60 e 80 graus. Assim como a tempestade se intensifica, a aurora se espalha em direção ao equador. Durante uma não usual grande tempestade em 1909, uma aurora se tornou visível em Singapura, no equador geomagnético. A aurora provê exibições belas, mas ele é apenas um sinal visível de mudanças na atmosfera e que podem causar distúrbios nos sistemas tecnológicos.

Mapa da Aurora Boreal

NOAA / Space Weather Prediction Center

Radioescuta admin em 14 Mai 2009

UM BREVE COMENTÁRIO SOBRE AS ANTENAS

Neste artigo nossa atenção volta-se para as antenas, caso você queira saber mais sobre o assunto procure se orientar em bons livros técnicos ou trocar idéias com quem tem muita experiência com as mesmas.

UM BREVE COMENTÁRIO SOBRE AS ANTENAS

Não quero neste comentário, dar fórmulas mágicas para instalar antenas, nem tão-pouco dar esquema de antena milagrosa que da um montão de decibeis na sua escuta. Quero apenas trocar algumas idéias com os amigos sobre minhas experiências e meu ponto de vista .

Uma antena é melhor do que nenhuma, e uma boa antena e melhor do que todas. Este era o comentário em uma revista de eletrônica de 1943. Já naquela época as antenas exerciam um certo fascínio nos técnicos , engenheiros, amadores, radioescutas, e em leigos .Confesso que, jamais vou encontrar a antena ideal, pois para mim a antena ideal é aquela que ainda não experimentei. Quem sabe uma Beverage ou uma Rhombica vai parar minha eterna busca pela antena ideal.

Pude ao longo dos anos encontrar técnicos, amadores e experimentadores que tinham um grande conhecimento nesta área, em contrapartida, ouvi as mais absurdas afirmações como as que se segue:

_É bom retirar o isolamento do fio da antena, pois o mesmo dificulta a entrada da radiofreqüência!

_Um milímetro a mais ou a menos em um dos lados de um dipolo descasa a antena!

_Não existe nada melhor para linha de alimentação do que o cabo torcido, mas se destorcer, o rendimento da antena cai 90%”

Nós que usamos a antena apenas na recepção, levamos a vantagem sobre aqueles que trabalham com transmissão, onde há necessidade de projetos envolvendo cálculos complicados. Mas nem pôr isso vamos montar uma antena gambiarrada, ou melhor, aquela caranguejola que fica dependurada dando uma péssima impressão.

Muitas vezes fiquei fascinado com algumas publicações em revistas de eletrônica montei muitas, que só me deram grande canseira nada mais.

Algumas tinham várias bobinas, e pedaços de fios dependurados formando uma verdadeira árvore de natal, e o pior é que seus idealizadores atribuíam a ela ganhos mirabolantes.

Muitas vezes uma antena de ferrite dá mais resultado que uma antena externa mal elaborada. O ideal seria que tivéssemos uma referencia de alguém que já montou a antena que estamos querendo instalar, mas na maioria das vezes temos que arriscar um olho pois é bem possível que vamos ficar um esperando o outro e adeus antena!

Em se falando de espaço, o melhor é estudar a melhor maneira de aproveitá-lo e use a sua criatividade. Jamais diga aquela máxima dos derrotados:

- “Lá em casa não tenho espaço para antena. Procure ler artigos sobre as comunicações na Segunda Grande Guerra Mundial, procure saber como a Resistência Francesa instalava os rádios e as antenas em cima de árvores, debaixo de telhados, pontes, usando as hélices de grandes moinhos e tudo isso era temporário, pois logo depois de uma transmissão toda estação tinha que ser rapidamente desativada pois caso fosse descoberta os operadores eram executados ali mesmo pelo soldados alemães.

Não quero dizer para copiar seus projetos, mas sim, mostrar que sua residência tem um lugarzinho para ela e é você que tem que descobrir. Em meu QTH uso um cano de três polegadas que sustenta uma V invertida pelo centro com 10 metros para cada lado.

Também é bom destacar o uso da antena ativa. Não tive bons resultados com a antena ativa, montei alguns circuitos, mas não deram resultados pois a mesma atenuava os sinais, pode ser erros no projeto ou na minha montagem.

Já na faixa de FM é mais fácil de realizarmos experiências, pois existe no comércio uma infinidade de modelos de antenas com os números de elementos que lhe convenha por preços acessíveis.

No mês de junho eu e o amigo Andersom Assis, aqui de Itaúna, realizamos alguns testes no alto da serra do empanturrado com uma antena de oito elementos e verificamos que este número de elementos ainda é baixo para uma boa experiência nesta faixa, em grandes altitudes. O ideal é que tenhamos uma antena com um número bem acentuado de elementos para ficar muito diretiva e que discrimine bem os sinais que venham pelas costas.

Há alguns anos atras quando direcionávamos uma antena do alto de um morro em uma dada direção era comum recebermos sinais fracos de emissoras de FM distantes. Hoje esta cada vez mais difícil essa tarefa, pois o que se tem de emissoras piratas, comunitárias, e mesmo comerciais na banda é de encabular.

Caro amigo radioescuta ou dexista! Monte a sua antena da forma mais adequada, mesmo que você more no meio de um prédio de 20 andares, e teste seu rendimento seja qual for o resultado envie suas informações para o DXCB queremos saber mais sobre as experiências dos colegas. Caso sua antena lhe deu uma enorme decepção, não se preocupe, monte outra, que sabe a outra será melhor!

Wilson Rodrigues

DX Clube do Brasil



Radioescuta admin em 10 Mai 2009

RÁDIO E FAMÍLIA

Wilson Rodrigues

Nos contatos com os colegas praticantes do hobby da radioescuta e dexismo sempre percebo nos comentários de alguns, certo descontentamento com a família por não darem o devido valor ao seu hobby. Na verdade tal fato ocorre com outros tipos de lazer, passatempos, etc. Contrastando com um mundo de alta tecnologia, a ciência avançando cada vez mais, temos um mundo violento e a incompreensão das pessoas é muito visível.

O hobby do radioescuta e dexista é em geral praticado isoladamente, quando colocamos o fone de ouvido, ficamos isolados do mundo! Para aqueles que convivem conosco, esposas, filhos e pais, as vezes tal fato provoca um certo desconforto, pois as pessoas sentem-se menosprezadas! Felizmente a maioria não pensa assim.

Tenho observado a pouca participação de jovens solteiros nas nossas atividades, possivelmente, impedidos pelas namoradas que dão um ultimato ao jovem, ou chantageiam-os no afã de impedir a sua ausência.

Sempre gosto de comentar sobre um fato ocorrido aqui em minha cidade, com um amigo que era muito ligado ao radioamadorismo e ter o caso dele como um exemplo de “tragédia radial”. Este amigo tinha alguns equipamentos valvulados e usava diariamente nos momentos de folga. A esposa sempre via nos rádios um inimigo que lhe roubava boas horas da companhia do amado esposo. Ou ainda, lhe roubava a companhia do marido nas lidas domésticas, lavar louças, varrer a casa, limpar, limpar e limpar!

Observei ainda que a esposa do amigo não visse com bons olhos a minha presença periódica na sua residência: “Acho que você devia largar este negócio de rádio e gastar seu tempo com coisa que dá dinheiro, ou que seja mais útil a sociedade, como por exemplo um clube de serviços, ou alguma coisa filantrópica”, salientava ela!

E não deu outra coisa, ele acabou cedendo a pressão da esposa e filiou-se um clube de serviços e se afastou do rádio!

Um ano depois de ficar sem contato com o mesmo, encontro a esposa na fila de um banco e assim que iniciamos a conversa ela comentou muito chateada: “Não sei onde estava com a cabeça quando incentivei meu marido a largar o hobby que ele tanto gostava. No clube onde ele atuava se envolveu com bebidas, mulheres e tal fato quase o fez perder o emprego, hoje não escuta rádio nem no carro! Naquele tempo bastava eu estalar os dedos e ele vinha me atender!”

É uma pena que esta senhora tenha acordado tarde demais! O casamento é parceria, elo, amizade dentre outras coisas. Quando o rádio quebra este elo, temos que rever nossas posições. Também a idéia de duelar com a esposa fica definitivamente descartada! Mas ir para a sala assistir novelas só para agradar esposa está fora de cogitação! Cada macaco no seu galho. Ela com as novelas e eu com a BBC! Certamente a maioria das esposas se pudesse levantariam bandeiras gritando o tradicional: “Mulheres de dexistas, unidas jamais serão vencidas.”

As expedições, DX Camp, e outras atividades de rádio, são um verdadeiro manjar para todos rdioescutas e dexistas, ao passo que para as esposas e namoradas uma tentação que roubou a pessoa amada.

Sempre que se promove uma atividade, por mais simples que seja, como um encontro numa manhã no centro de São Paulo, por exemplo, imaginamos que muitos não compareceram por problemas de trabalho, financeiros ou outros similares. Mas sempre fica a dúvida se a ausência não foi provocada pela esposa que não abre mão de um dia para que quem ela chame de “bem” possa se reunir com os amigos. Certamente se fosse para ir para caso do sogro consertar a torneira, ela aplaudiria e até iria junto para agradar.

Aqueles que são mais antigos no DXCB sabem que a coordenação sempre procurou programar os eventos com bastante antecedência para que o pessoal possa se organizar para a atividade proposta! Infelizmente há pessoas que sempre encontram obstáculos em tudo. Há orquidófilos que nunca expuseram suas orquídeas, torcedores que nunca foram ao campo torcer pelo seu time, assim como dexistas que nunca foram a uma DX Camp, ou um encontro, mesmo quando tais eventos ocorrem próximos a sua região! Claro que deixamos claro que há situações em que realmente não dá para participar. Mas por toda uma vida, realmente não entendemos!

Um exemplo recente de vencer barreiras ocorreu com o amigo Luís Gauna, de Campo Grande-MS que aproveitando um serviço que acabara de realizar para a empresa que trabalha em vez de retornar da cidade de Juiz de Fora-MG para Campo Grande, se dirigiu para São Paulo, e de lá foi para Ilha Comprida participar do DX Camp. Aparentemente pode parecer fácil tal feito, só que o Luiz Carregava uma caixa de isopor enorme pesada e cheia de material perecível e com gelo, além de sua mala com objetos pessoais, mais um Transglobe. Imagine deslocar de ônibus, metrô, fazendo várias mudanças de itinerários! E no final voltar para São Paulo e de lá para Campo Grande! Certamente o Luís não tem o vírus do desânimo!

Este é um tema que ficaríamos discutindo por longo tempo e foge a nossa meta que sempre foi focar o rádio. Acho que os colegas que enfrentam problemas familiares com relação ao rádio, devem por sua parte mostrar de forma clara que o nosso hobby esta dentre um dos melhores do mundo. Convença sua família que ele é um hobby que embriaga sem beber, um esporte que não machuca, educa só ouvindo, não polui, é realizado dentro de casa e dentre outros, é muito barato pelos benefícios que proporciona. Quem sabe com uma boa conversa eles verão sua atividade com outros olhos!

DX Clube do Brasil


Rádio Difusão Internacional admin em 07 Mai 2009

O Brasil e a Guerra Fria no Rádio

Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista

Por Sarmento Campos

No momento cultural desta semana, vamos fazer uma viajem no tempo. Desde 1947, logo após o fim da segunda guerra mundial até os tempos de hoje, quando o mundo tem assistido a dramáticas mudanças geopolíticas.

Desde a década de 50 onde os países capitalistas liderados pelos Estados Unidos e Inglaterra iniciaram a chamada Guerra Fria contra a antiga União Soviética, passando pela criação da Cortina de Ferro para isolar econômica e culturalmente os países do então bloco comunista liderado por Moscou, até os dias de hoje, ouviremos trechos de gravações do rádio de ondas curtas.

Neste momento cultural, vamos rapidamente ouvir trechos de programas de rádio que nos mostram que apesar de todas as mudanças políticas e ideológicas que o mundo tem enfrentado, o rádio de ondas curtas se mantém importante e presente, mesmo nos atuais dias de aparente tranqüilidade.

Iremos ouvir um áudio da Rádio Nacional do Brasil, anunciando o rompimento das relações diplomáticas com a antiga União Soviética, após a Gazeta Literária de Moscou publicar um artigo contra o governo do então presidente Eurico Gaspar Dutra e as forças armadas brasileiras.

As relações entre os nossos países, começaram a ser problemáticas no final de 1946, quando o secretário da embaixada brasileira em Moscou se desentendeu com um gerente de hotel da cidade.

O episódio provocou a troca de acusações entre a imprensa dos dois países.

Em maio de 1947, o embaixador soviético se retira do Brasil após o Tribunal Superior Eleitoral cassar o registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Vamos ouvir o áudio desta transmissão histórica :

Momento Cultural - Russia

No auge das transmissões internacionais em ondas curtas, em especial em nosso idioma para o nosso país, a então Rádio Central de Moscou divulgava as noticias e fatos sob outro ponto de vista, possibilitando assim conhecermos mais detalhes e até de fatos então censurados pelo regime militar que através de um golpe, assumiu o poder no ano de 1964.

Enquanto os regimes militares do Brasil, Argentina e Chile, entre outros, seqüestrava, tortura e matava milhares de cidadãos, a Rádio Central de Moscou, a Rádio Havana Cuba e até a Rádio Tirana da Albânia, emitiam programas para o Brasil, noticiando fatos sobre nosso país e sobre o regime militar, além da cultura, artes e música destes países, que não podiam ser censurados, pois as ondas curtas do rádio não sabem o que são e nem respeitam os limites territoriais.

Vamos ouvir um trecho já histórico da abertura da programação para o Brasil da Rádio Central de Moscou, transmitindo desde a antiga União Soviética :

Momento Cultural - Russia

Após as mudanças no leste Europeu, com a quebra da então União Soviética e de suas republicas satélites, a Rússia voltou a ser um país único, porém, manteve sua estrutura de ondas curtas, passando a chamara a emissora oficial de Rádio Voz da Rússia, que continua no ar até hoje, transmitindo desde Moscou.

Ouviremos a seguir, um trecho de abertura da Rádio Voz da Rússia, que continua transmitindo para o Brasil, porém, com uma programação totalmente diferente e adaptada ao novo contexto geopolítico da Rússia.

Momento Cultural - Russia

Com a produção e apresentação de Sarmento Campos, ficamos por aqui, espero contar com sua companhia no próximo encontro, onde falaremos sobre algum aspecto relevante histórico e cultural do rádio de ondas curtas.



Telecomunicações admin em 05 Mai 2009

O verdadeiro inventor do Telefone não foi Alexander Graham Bell

Publicado na lista Radioescutas@ por Manuel Jesus

RESUMO BIBLIOGRÁFICO (13/04/1808 - 18/10/1896)
Antonio Santi Giuseppe Meucci, Nasceu em San Frediano, atualmente um bairro de Florença, na Itália, em 13 de Abril de 1808. Estudou na Academia de Belas Artes da capital de Toscana, trabalhando posteriormente como empregado da alfândega e como técnico de cenários no Teatro da Pergola, onde conheceu sua futura esposa, Ester Mochi.

Estudou engenharia química e engenharia industrial. Foi preso entre 1833-1834, por participar no movimento de libertação italiano. Casou-se o dia 7 de agosto de 1834 com Ester Mochi. Foi acusado de participar na conspiração do Movimento de Unificação Italiana e preso novamente, durante três meses.

Em Outubro de 1835, o casal deixou Florença para sempre, emigrando para o continente americano, com primeira parada em Cuba, onde Meucci aceitou um emprego no Gran Teatro de Tacon em Havana. Em 1850, Meucci e sua esposa emigraram para os Estados Unidos, fixando residência em Clifton (em Staten Island, perto da cidade de Nova Iorque), onde viveram o resto de suas vidas.

Antonio Meucci morreu em 18 de Outubro de 1889, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

O TELEFONE, uma invenção sem a qual nenhum de nós poderia viver nos dias atuais, uma ferramenta da comunicação moderna, tão importante que muitas das atividades sociais e de negócio, de hoje, seriam inconcebíveis na sua ausência, ele está no centro de uma série de eventos tão estranhos e em tamanha quantidade como os que vemos em um filme de ficção.

A maioria de nós aprendeu a ver, em Alexander Graham Bell, através da história, a figura romântica de um inventor, com traço e encanto. Algumas destas impressões favoráveis devem ter vindo da apócrifa mas famosa frase: “Come here Watson, I want you” (”Watson, venha até aqui, eu preciso de você”; frase legendária da invenção do dispositivo, cuja tradição foi aumentada pela versão em filme desta fábula, na qual o ator, Don Amiche, se tornou mais ou menos unido, de forma permanente à pessoa de Graham Bell.

Antonio Meucci - Inventor do Telefone : Antonio Meucci

Antonio Meucci

Mas parece que a história deve ser reescrita, para que a justiça seja feita a um imigrante de Florença, Itália: Antonio Meucci, que inventou o telefone, em 1849, e registrou seu primeiro pedido da patente (intenção de registrar uma patente), em 1871, dando início a uma série de eventos misteriosos e injustiças, que seriam até inacreditáveis se não estivessem tão bem documentados.

Meucci foi uma pessoa enigmática, um homem incapaz de superar sua falta de talento gerencial e empreendedor, um homem atormentado por sua inabilidade para comunicar-se em outros idiomas, exceto o italiano. Os eventos trágicos de sua vida pessoal e profissional, de suas realizações e de sua associação com o grande patriota italiano, Giuseppe Garibaldi, já deveriam ser legendários por si mesmos mas, curiosamente, o homem e sua história são praticamente desconhecidos nos dias atuais.

Antonio Meucci nasceu em San Frediano, perto de Florença, em 13 de abril 1808. Estudou engenharia mecânica e de projetos na Academia de Finas Artes de Florença, e trabalhou no Teatro Della Pergola, bem como em vários outros teatros, como técnico de palco, até 1835, quando aceitou um trabalho como projetista cênico e técnico de palco no Teatro Tacon, em Havana, Cuba.

Absolutamente fascinado por qualquer tipo de pesquisa científica, Meucci lia qualquer tratado científico que chegasse em suas mãos, e despendia nas pesquisas todo o seu tempo livre, em Havana, inventando um novo método para galvanização de metais, o qual aplicou em equipamentos militares, para o governo cubano; ao mesmo tempo, continuava o seu trabalho no teatro e prosseguia com experiências sem fim.

Uma dessas experiências, disparou uma série de eventos fatídicos. Meucci desenvolveu um método que usava choques elétricos para tratar doenças, que se tornou bastante popular em Havana. Um dia, ao preparar-se para administrar esse tratamento num amigo, Meucci ouviu uma exclamação do amigo, que estava num quarto próximo, através de uma peça do fio de cobre que os conectava. O inventor compreendeu imediatamente que tinha em suas mãos algo muito mais importante do que qualquer outra descoberta que havia feito, e gastou os dez anos seguintes para desenvolver o princípio descoberto até um estágio prático. Mais dez anos foram gastos para aperfeiçoar o dispositivo original e tentar promover a sua comercialização.

Com este objetivo, saiu de Cuba para Nova York em 1850, estabelecendo-se em Clifton, uma seção de Staten Island, há algumas milhas de New York City. Ali, além dos problemas de natureza estritamente financeira, Meucci concluiu que não conseguiria se comunicar adequadamente em inglês, problema que havia sido atenuado pelas similaridades entre o italiano e o espanhol, durante sua residência em Cuba. Além disso, em Staten Island, encontrou-se cercado por refugiados políticos italianos; Giuseppe Garibaldi, quando exilado da Itália, viveu um período nos Estados Unidos, na casa de Meucci.

O cientista tentou ajudar aos seus amigos italianos, idealizando um grande número de projetos industriais, usando métodos de manufatura, novos ou melhorados, para diversos produtos, tais como a cerveja, as velas, os pianos e o papel. Mas ele não detinha a arte da gerência, e mesmo aquelas iniciativas que tiveram sucesso, viram seus lucros corroídos por gerentes ineptos ou inescrupulosos, ou pelos próprios refugiados, que gastavam mais tempo em discussões políticas do que trabalhando ativamente.

Entrementes, Meucci continuou a dedicar seu tempo para aperfeiçoar o telefone. Em 1855, quando sua esposa se tornou parcialmente paralisada, Meucci montou um sistema telefônico, ligando diversos quartos de sua casa, com sua oficina de trabalho, em outro edifício, próximo dali, a primeira instalação telefônica do mundo. Em 1860, quando o aparelho se tornou mais prático, Meucci organizou uma demonstração, visando atrair investimentos financeiros, onde a voz de um cantor foi ouvida claramente, por espectadores, a uma distância considerável. Uma descrição do aparelho foi logo publicada em um dos jornais italianos de Nova York, e a notícia, junto com um modelo da invenção foi levada à Itália, por um certo Signor Bendelari, com o objetivo de conseguir sua produção naquele país; nada resultou desta viagem, nem das muitas promessas de apoio financeiro que haviam emergido da demonstração.

Os anos que se seguiram, trouxeram pobreza crescente para um amargurado e desencorajado Meucci, que, não obstante, continuou a produzir uma série de invenções novas. Sua precária situação financeira, entretanto, obrigou-o, amiúde, a vender os direitos das suas invenções e, apesar disso, permanecia sem os recursos para tirar a patente final do telefone.

Um evento dramático, no qual Meucci teve severas queimaduras, durante a explosão do navio a vapor Westfield, retornando para New York, levou as coisas para um estado ainda mais trágico. Enquanto Meucci jazia no hospital, miraculosamente vivo após o desastre, sua esposa vendeu muitos dos seus modelos de trabalho (inclusive um protótipo do telefone), assim como outros materiais, a um negociante de objetos usados, por seis dólares.

Quando Meucci tentou comprar de volta estes preciosos objetos, foi informado de que haviam sido revendidos “a um jovem desconhecido”, cuja identidade permanece um mistério até hoje. Esmagado, mas não vencido, Meucci trabalhou noite e dia para reconstruir sua invenção, bem como para produzir novos desenhos e especificações, claramente apreensivo de que alguém a pudesse tentar roubar, antes que conseguisse ter sua patente. Incapaz de levantar a soma para uma patente definitiva (US$250, bastante considerável naqueles dias), ele entrou com processo no ‘Embargos ou Notificação de Objetivos’ (Caveat or Notice of Intent), registrado em 28 de Dezembro de 1871, e renovado em 1872 e em 1873 mas, tragicamente, não mais depois disso.

Imediatamente após receber a certificação do Caveat, Meucci tentou, outra vez, demonstrar o enorme potencial do dispositivo, entregando um modelo e detalhes técnicos ao vice-presidente de uma das filiais da, recentemente estabelecida, ‘Western Union Telegraph Company’, pedindo permissão para demonstrar-lhes o seu “telégrafo falante”, no sistema de fios da Western Union. Entretanto, todas as vezes que Meucci tentava contactar este vice-presidente, um certo Edward B. Grant lhe comunicava não ter havido tempo para arranjar o teste. Dois anos se passaram, depois dos quais Meucci exigiu a devolução dos seus equipamentos, ao que lhe responderam que “tinham sido perdidos.” Isso ocorreu em 1874.

Em 1876, Alexander Graham Bell requereu uma patente que não descrevia realmente o telefone, mas referia-se a ele como tal. Quando Meucci soube disto, instruiu seu advogado a entrar com protesto junto ao Escritório de Patentes dos Estados Unidos (U.S. Patent Office), em Washington, algo que nunca foi feito. Não obstante, um amigo contactou Washington, tendo sabido que todos os originais referentes ao “telégrafo falante”, registrados por Meucci no Caveat or Notice of Intent, “tinham sido perdidos”. Uma investigação posterior produziu evidências de relacionamentos ilegais, ligando determinados empregados do U.S. Patent Office a funcionários da Bell Company.

E mais tarde, no curso do litígio entre a Bell Company e a Western Union, revelou-se que a Bell teve que concordar em pagar à Western Union, 20 por cento dos lucros obtidos na comercialização da “sua invenção”, por um período de 17 anos. Isso significou milhões de dólares, mas o preço pode ter sido mais barato do que a revelação de fatos que eram melhor permanecer escondidos, do ponto de vista da Bell, é lógico.

No caso levado ao Tribunal, em 1886, embora os advogados da Bell Company tentassem torcer o caso de Meucci em favor do seu cliente, Meucci foi bastante hábil em explicar cada detalhe da sua invenção, tão claramente, que restaram poucas dúvidas sobre a sua veracidade, embora não tenha ganho o caso contra as forças superiores - e muito mais ricas - no campo da Bell.

Apesar de uma declaração pública da Secretaria de Estado (Secretary of State), de que “existia prova suficiente para dar a prioridade a Meucci na invenção do telefone”, e apesar do fato dos Estados Unidos iniciarem uma acusação por fraude contra a patente da Bell, essa ação foi postergada, ano após ano, até a morte de Meucci, em New York-EUA, no ano de 1896, quando o caso foi encerrado.

A história de Antonio Meucci é ainda muito pouco conhecida, contudo, é um dos episódios mais extraordinários da história dos EUA, se bem que um episódio em que a justiça foi pervertida. E mais, o gênio e a perseverança de um imigrante italiano - gênio, homem de negócios pobre, defensor tenaz dos seus direitos, mesmo contra todas as probabilidades e sendo moído pela pobreza - é uma história que merece e deve ser contada.

Antonio Meucci está esperando para ser reconhecido como o inventor de um elemento chave da nossa cultura moderna: o TELEFONE.

Finalmente, no ano de 2002, a justiça começa a ser restabelecida, pois a patente desse importante invento, outrora ‘atribuído’ a Graham Bell, foi reconsiderado pelo Congresso dos Estados Unidos, em sua Resolução 269, de 11 de Junho de 2002, em favor do seu verdadeiro inventor: Antonio Meucci (Antonio Santi Giuseppe Meucci), italiano nascido em San Frediano, perto de Florença-Itália, no ano de 1808.

Esperamos que o resto do mundo repare a injustiça e passe a divulgar o real inventor, como ele merece.

Referências :

http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/B_AntonioMeucci.htm

http://www.guardian.co.uk/world/2002/jun/17/humanities.internationaleducationnews



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