Arquivo de Novembro de 2009
DX admin em 23 Nov 2009
Logs 22 de Novembro - Penedo, Rio de Janeiro
Logs de Penedo, Itatiaia - Rio de Janeiro
Latitude S 22.4548°
Longitude W 44.5167°
Altitude 472 metros
Freqüência Data Hora Emissora Detalhes SINPO
3330 kHz 22/11 2200 CHU Canadá, time pips alternando - 22322
3330 kHz 22/11 2200 R Ondas del Huallaga, Huanuco, Peru, * presumida* mx tipo "Julio Iglesias", 0240 UTC sinal 33333 com música - 22322
5005 kHz 22/11 2225 R Bata, Guiné Equatorial, musica africana, QSB - 35322
5945 kHz 22/11 2210 R Cultura Ondas Tropicais, Pará, musica brasileira, sinal regular bom áudio, QSB, ás 0120 UTC sinal melhorou - 33333
4955 kHz 22/11 2230 R Amalta, Peru, tx em quechua - 33322
4950 kHz 22/11 2225 R Madre de Dios, Puerto Maldonado, Peru, musica, conversação de casal locutores, espanhol, sinal irregular - 33322
3315 kHz 22/11 2150 UNID, sinal fraco, QSB, locutor - 23322
4885 kHz 22/11 2245 R Clube do Pará, transmissão esportiva, "Fla x Goias", alternando Acre - 32322
5240 kHz 22/11 2250 R Xizang, Lhasa, Tibet, China, px em chinês, locutor // 15270 kHz a partir de 02:00 UTC - 35333
5952 kHz 22/11 2255 R Pio XII, Bolívia, locutora em espanhol, música - 33333
4845 kHz 22/11 2350 R Mauritania, px árabe, sinal regular - 34433
4885 kHz 22/11 2350 R Clube do Pará, anuncio px "Bola na Torre" às 22:00 do domingo, ID, interferência Acre , as 0120 UTC alternando Voz Maria - 43333
4925 kHz 22/11 2355 R Educação Rural Tefé, Amazonas, sinal bom, pregação, objetivo do sacerdócio - 33333
4955 kHz 23/11 0005 R Cultural Amanta, Peru, px quechua, sinal bom - 33333
4965 kHz 23/11 0023 R Zambia, Lusaka, CVC, pregação em inglês, áudio distorcido - 33322
4990 kHz 23/11 0025 R Apintie, Suriname, * presumida * musica estilo caribe - 32322
5025 kHz 23/11 0030 R Rebelde, Cuba, locutor, música - 34322
5910 kHz 23/11 0040 R Marfil Estereo, Colômbia, px musical, canções em espanhol, nonstop 0120 UTC - 33333
6973 kHz 23/11 0050 R Galei Zahal, Tel Aviv, Israel, locutor, QSB, músicas as 0230 UTC - 25322
7385 kHz 23/11 0100 R Xizang, Lhasa, China, canção chinesa vocal feminino, sinal ótimo // 5240 kHz - 44444
7400 kHz 23/11 0100 R Bulgária, abertura, sign on, idioma unid - 34444
7850 Khz 23/11 0110 CHU, Canadá, time pips, hora em inglês - 35343
7595 kHz 23/11 0115 VOA, Sri Lanka, noticiário, referência a reprodução de discurso de Obama - 35444
3960 kHz 23/11 0140 R KCBS, Pyongyang, Coreia, * presumida * idioma oriental, locutor e locutora, vinhetas - 25322
5060 kHz 23/11 0149 R Xinjang People, Uruqi, China, px chinês, conversa entre locutoras - 35444
15000 kHz 23/11 0220 WWVH, Hawai, time pips, voz feminina - 35333
A partir das 01:00 UTC diversas emissões em chinês nas bandas de 41, 19 e 16 metros
Receptor utilizado
Grundig G5 + Antena Longwire 5 metros
(*) O rádio Grundig G5 na realidade é o modelo DE1103 abricado pela Degen, com alterações no acabamento e no visor

Local das escutas em Penedo - Grundig G5 que é o modelo DE1103 fabricado pela Degen
DX & Hardcore DX admin em 19 Nov 2009
Norueguês ouve a Rádio Cultura Ondas Tropicais a mais de 9 mil km de distância
Utilizando um receptor de rádio, Tore Vik captou os sinais da emissora recém-reinaugurada pela Funtelpa
17/11/2009 - 16:13
Por Carlos Henrique Gondim
Na última sexta-feira (13), o Portal Cultura recebeu um e-mail de um habitante da Noruega, informando que, na noite anterior, havia ouvido a Rádio Cultura do Pará Ondas Tropicais (OT). Com a experiência de quem já ouviu entre 2.000 e 2.500 rádios de todas as partes do mundo, o norueguês Tore Vik se disse impressionado pelo fato de os sinais da Rádio Cultura OT terem atingido o sul da Noruega, a mais de 9.000 km de distância do Brasil.
Aos 71 anos de idade, o oficial aposentado Tore Vik é um DXista (ou dexista) – como são conhecidas as pessoas que têm como hobby ouvir transmissões de rádio oriundas de países distantes do local de recepção, utilizando um receptor de rádio tradicional. A sigla DX, do inglês, traduz-se como “distância X”, ou seja, uma distância desconhecida. Trata-se de um hobby que conquista cada vez menos adeptos, devido, entre outros motivos, à força das novas mídias, que permitem acessar, com maior facilidade e qualidade de som, a uma infinidade de rádios internacionais por meio da internet.
DXista há 57 anos, Tore Vik não fala nem escreve em português. Mas pediu para um que um grande amigo seu, chamado Rudolf Grimm, que mora em São Paulo, traduzisse a carta que enviou ao Portal Cultura. Nela, Tore Vik informa que, no dia 12 de novembro, recebeu os sinais da Rádio Cultura Ondas Tropicais, com um programa de bossa nova.

“Sou entusiasta dos assuntos de rádio – mais precisamente por estações de rádio de outros países, que são as minhas favoritas. Gasto um certo número de horas semanalmente para tentar ouvi-las, em noites sem sono e no amanhecer dos dias eu procuro sintonizar a banda de AM (Amplitude Modulada), ondas médias, especialmente procurando ouvir emissoras de países da América Latina”, conta Tore Vik.
A Rádio Cultura OT foi reinaugurada no início de outubro, depois de 11 anos sem transmitir. Para esta nova fase da emissora, foram adquiridos modernos equipamentos, incluindo um transmissor de 10 kW, em um investimento de quase R$ 1,2 milhão, oriundo de uma parceria entre o Governo Estadual, por meio da Funtelpa, e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Os equipamentos e o tipo de transmissão utilizado pela OT possibilitam que a rádio seja ouvida em todos os 143 municípios paraenses, e até mesmo outros estados e países.
Em seu e-mail, Tore Vik pediu uma confirmação da Rádio Cultura OT, para se certificar de que a rádio que estava ouvindo se tratava realmente da emissora paraense. “Meu hobby é captar emissoras latino-americanas e eu coleciono as identificações e confirmações das mesmas, as quais ouvi aqui na Noruega. Vivo no sul da Noruega, a cerca de 70 km ao sudeste de Oslo. O distrito onde moro é uma área tipicamente agrícola habitada por fazendeiros. Estou impressionado que os sinais de sua emissora tenham chegado a um local tão afastado, que fica a mais de 9.000 km de distância”, afirma Vik.
Avô de duas crianças, Tore Vik conta, na entrevista a seguir, que seu interesse por rádio começou em 1952, aos 14 anos de idade. Nestes 57 anos como DXista, Tore Vik já perdeu a conta de quantas estações de rádio estrangeiras já ouviu, mas lembra que a emissora latino-americana mais distante que captou foi a rádio Base Esperanza, que funciona na base argentina da Antártida, a região mais inóspita do planeta.
Confira:
Quando começou o seu interesse por ouvir rádios estrangeiras?
Tore Vik - Comecei como DXista em 1952. Antes, preciso fazer um retrospecto. Temos que voltar um pouco no tempo, para abril de 1940, quando as tropas alemãs invadiram a Noruega. Para prevenir que os noruegueses obtivessem informação de fora, todos os receptores de rádio foram confiscados – isso foi na primavera de 1942. Alguns conseguiram esconder seus receptores e continuaram a ouvir. Se você fosse pego com um receptor, a pena poderia ser a morte. Havia transmissões em norueguês em vários países, como Rússia, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos – tanto em ondas médias quanto curtas. Então, quando a guerra terminou, em maio de 1945, a fome por informação era grande. Aqueles que tinham um rádio de repente tinham uma grande plateia em suas casas.

Estas transmissões continuaram nos anos após a guerra e muitos ouviam a Rádio de Moscou, a BBC de Londres, a CBC de Montreal, a WRUL de Boston e outras transmissões de ondas curtas em inglês de todas as partes do mundo. O objetivo era transmitir as notícias “assim que elas aconteciam”. Logo depois, veio a “guerra fria”, quando a rádio assumiu um papel muito importante, como intermediadora da “verdade real”.
Eu era um dos que se interessaram pelas transmissões vindas de outros países. Aos 14 anos de idade, comecei a ouvir no nosso aparelho de rádio, durante as horas que a Rádio Nacional da Noruega não transmitia. Durante dois anos, eu catava morangos em uma fazenda próxima à minha casa e pude comprar meu próprio rádio. Este hobby ganhou um nome. Eu era um “DXista” (DX significa “desconhecido à distância”).
O que os DXistas faziam?
Tore Vik - Nós escrevíamos para estações de rádio internacionais e informávamos a elas sobre a qualidade de recepção. As informações coletadas eram usadas para corrigir as frequências, antenas e tempo de transmissões. Em troca, nós pegávamos um tipo de verificação de que esta era a estação que nós estávamos ouvindo. Naquele tempo, estas cartas de ouvintes dedicados eram importantes para as estações internacionais. Não apenas pelo aspecto técnico, mas também porque havia alguém lá fora que estava ouvindo. Hoje, não é este o caso, mas nós continuamos a ouvir e enviar informações de ouvintes, com a esperança de uma resposta indicando que era a estação deles que estávamos ouvindo.
Atualmente, as pessoas preferem usar a internet para ouvir rádios estrangeiras, diretamente dos seus websites. Você ainda usa os equipamentos tradicionais, não é? Por quê?
Tore Vik - Neste hobby, você tem que ouvir as ondas de rádio – não via internet. Eu uso um receptor tradicional, mas ele é mais sofisticado do que os receptores comuns que você encontra nas lojas de eletrônicos. Por quê? Humm… Boa pergunta. Acho que tem a ver com o fato de eu gostar de captar os sinais de rádio das ondas com “fades” e barulho.
Que equipamento você usou para ouvir a Rádio Cultura do Pará?
Tore Vik - Usei um receptor produzido pela AOR chamado AR-7030. É um receptor muito bom, feito para DXistas e rádio amadores. Sou DXista desde 1952 e o desenvolvimento mudou as coisas dramaticamente – dos receptores analógicos para digitais, mas os sinais de rádio AM são os mesmos. Eu não estou sozinho. Nos anos 60, havia mais de 10.000 DXistas nos países da Escandinávia. O número, com o passar do tempo, diminuiu para algumas poucas centenas, e a idade média é alta. Existem no Brasil dois ou três clubes de DX. A principal organização é o Clube DX do Brasil (www.ondascurtas.com).

Como estava a qualidade do áudio da Rádio Cultura OT?
Tore Vik - Considerando a distância entre o Pará e o Sul da Noruega, a qualidade estava boa. Os sinais de rádio de países muito distantes viajam um longo caminho antes de alcançar a antena do receptor. Não há apenas a distância física entre o transmissor e o receptor, mas também o sinal precisa ser refletido na ionosfera várias vezes. A energia que é induzida na antena é muito pequena e nós usamos receptores adequados para sinais fracos.
Você é um “colecionador de rádios estrangeiras”?
Tore Vik - No início, foi pela informação e para aprender inglês. Hoje, você pode dizer que eu coleciono o som das identificações como ele é recebido aqui e escrevo para as estações de rádio na esperança de que elas venham a verificar se foi a estação de rádio delas que eu recebi.
Por que você escolheu a América Latina, especificamente?
Tore Vik - Pela música. Eu me lembro dos anos quando havia muitas estações de rádio brasileiras em ondas curtas. Eu sentava lá nas últimas semanas de fevereiro ouvindo a música do carnaval de São Paulo e Rio de Janeiro. A primeira estação de rádio brasileira para qual escrevi foi a Rádio Bandeirantes de São Paulo – o ano era 1954.
Quantas rádios você já “colecionou”?
Tore Vik - Já ouvi entre 2.000 e 2.500 estações de radio de todo o mundo.
Quais são as suas rádios favoritas da América Latina?
Tore Vik - A minha área de rádio favorita é o planalto das montanhas dos Andes.
Você já tinha ouvido uma rádio de um país tão distante, quanto a Rádio Cultura do Pará?
Tore Vik - As estações de radio brasileiras são ouvidas regularmente. A rádio mais distante que já ouvi é a Base Esperanza, na Antártida. É uma estação de rádio na base argentina.
Quantas horas por dia você ouve rádio?
Tore Vik - Ouço meu rádio pelo menos duas ou três horas por dia. Às vezes mais, às vezes menos.
Em sua carta, você disse que não fala português. Você consegue entender alguma coisa que é dita no rádio?
Tore Vik - Não, eu não falo nem escrevo em português – mas entendo algumas palavras aqui e ali, mas vocês falam tão rápido que é quase impossível entender. O que eu entendo é quando tem um gol em uma partida de futebol. Acima de tudo, eu gosto de ouvir música – esta é uma língua internacional.
O que você sabe sobre o Brasil?
Tore Vik - Música muito boa – especialmente a bossa nova. Fala-se com frequência sobre a devastação da floresta na região amazônica e como os nativos perdem terreno para os fazendeiros. Também que o Brasil tem uma economia que está crescendo rádio, principalmente na região em torno da costa do sudeste. Também as favelas ao redor das grandes cidades e a alta taxa de criminalidade. Que o Brasil venceu a disputa pelos Jogos Olímpicos de verão – o quê mais? Ah, sim, eu quase esqueci o futebol e que vocês importam bastante bacalhau da Noruega. Eu bebo um copo de suco de laranja toda manhã, de laranjas brasileiras, e café brasileiro.
Qual era a sua profissão antes de se aposentar?
Tore Vik - Fiz um curso de eletrônica no Serviço de Telecomunicações do Exército Norueguês e como engenheiro eletrônico trabalhei no Serviço de Telecomunicações até 1997, quando me aposentei. Terminei como oficial de comando em uma oficina do Exército.
Radioescuta admin em 18 Nov 2009
China: Novo pólo de desenvolvimento de rádios para ondas curtas
A China avança cada vez mais no campo tecnológico, através de investimentos em universidades, oferecendo educação para a formação de nova geração de técnicos que se aplicam em diversas áreas de conhecimento.
Desde a engenharia civil, passando pelo desenvolvimento de sua indústria militar, até ao desenvolvimento de novos produtos para consumidores do mundo inteiro, neste caso, receptores de rádio, que normalmente cobrem desde Ondas Médias, até Frequência Modulada, passando pelas Ondas Curtas.
Alguns fabricantes chineses como a Degen e Tecsun, estão aperfeiçoando seus produtos, e pelo menos em quantidade de produção, já supera outros fabricantes japoneses e europeus, como a Sony do Japão por exemplo.

Receptor Degen DE-1103 - projetado e fabricado pela Degen na China
Com grande capacidade de fabricação, incentivos fiscais à exportação e ao desenvolvimento de seus produtos, a China hoje é um importante fornecedor global de componentes eletrônicos e produtos prontos, frutos de desenvolvimento próprio.
Antes associado a produtos de terceira linha, encontrados em lojas de preços bem acessíveis, agora, os produtos chineses começam a atingir massa crítica não só em termos de capacidade, mas principalmente qualidade de seus projetos. E ao longo deste ciclo, começamos a observar melhorias no processo produtivo e no controle de qualidade de seus produtos.
Um exemplo disso, são das fábricas da Degen e Tecsun, que não só fabricam rádios para marcas de grife, como Éton e Grundig, mas também apresentam produtos próprios, que são adquiridos em exclusividade por outras marcas, como o caso do receptor Grundig G5, que é uma versão do Degen De-1103 e do Grundig G3, que foi desenvolvido pela Degen como o sucessor do DE-1103.

Receptor Grundig G5 Traveller - projetado e fabricado pela Degen na China e comercializado através da marca Grundig
Antes alvo de críticas pela falta de controle de qualidade de seus produtos, os fabricantes chineses investem em Qualidade, melhorando a confiabilidade dos receptores comercializados em todo mundo.
Sem querer entrar no mérito das políticas protecionistas brasileiras, nem nas questões relativas aos impostos extorsivos a qual os cidadãos brasileiros são submetidos, nem as dificuldades no processo de importação de produtos eletrônicos, devo ressaltar que os produtos chineses para rádios portáteis, não tem concorrência no mercado interno.
Assim, com preços acessíveis e qualidade crescente em seus rádios, as barreiras que existiam para a manutenção da base de ouvintes de rádio, estão sendo sistemáticamente derrubadas. Com a grande oferta de produtos em diversas faixas de preços e contando com grande variedade de modelos e facilidades, atende-se tanto ao ouvinte casual de emissoras de rádiodifusão, quanto ao radioecuta mais aficcionado.
A seguir, algumas fotos extraídas de um blog na China, mostrando a linha de produção da Tecsun, e a fase final do controle de qualidade. Podemos observar os equipamentos para calibração e medição utilizados no processo de fabricação e aferição dos produtos.

Linha de produção e controle de qualidade da Tecsun

Linha de produção e controle de qualidade da Tecsun

Linha de produção e controle de qualidade da Tecsun

Linha de produção e controle de qualidade da Tecsun
Rádio Difusão Internacional admin em 13 Nov 2009
Antena RGP3: uma preciosidade portátil para sintonizar Ondas Médias
Uma opção extremamente acessível pelo que entrega, é a antena portátil magnética RGP3. Esta é uma antena loop baseada em um circuito LC, ou seja, uma bobina enrolada em bastões de ferrite e um capacitor variável onde se ajusta a frequência que se quer reforçar.
Esta antena deriva de um projeto antigo, e foi desenvolvida aqui no Brasil por Rene Passold, de Osasco em SP, por isso o nome “RGP3″, sendo “3″ relativo a versão da antena.
Fiz algumas experiências com uma antena RGP3 e fico impressionado com sua qualidade de construção e eficiência para amplificar os sinais das emissoras de ondas médias. Desmontei uma antena RGP3 e fiz algumas alterações buscando compreender um pouco mais na prática sua operação e características.
Com um formato simples, porém muito bem acabada e fácil de usar, a RGP3 é um convite a ouvir emissoras de ondas médias, especialmente emissoras distantes.
A foto a seguir é uma das experiências que realizei, substituindo o capacitor variável, para ampliar a faixa de operação para 320 kHz aproximadamente, onde pode se captar emissoras utilitárias, chamadas de “beacons”, que são rádio-faróis dedicados a navegação aérea e maritima.

Teste com uma antena RGP3 para Ondas Médias
Esta antena é fabricada pelo DX Clube do Brasil e pode ser adquirida através da Lojinha do Radioescuta, http://www.amantesdoradio.com.br de forma confiável e com todo o suporte para sua utilização plena.
A seguir, um vídeo da operação da antena, que é uma pequena amostra de suas potencialidades.
Fácil de transportar e discreta para se utilizar, é uma opção para levar em qualquer lugar onde se queira pesquisar sinais de emissoras de ondas médias distantes, sendo que aqui no Brasil, mais especificamente na orla do Rio de Janeiro, ao fim da tarde é possivel captar emissoras de outros estados, como Bahia, além de São Paulo e Minas Gerais que são predominantes nesta faixa. Em um local com reduzido ruído elétrico, é possível sintonizar Argentina, Caribe e até emissoras transoceânicas, como França, Espanha e até Arábia Saudita.
Acoplado a um receptor de boa qualidade, basta aproximar a antena do rádio, paralelo ao lugar onde está a antena interna de ferrite, e sintonizar o capacitor variável com cuidado, até encontrar o ponto de recepção onde o sinal mais é mais forte.
Fica aqui a recomendação para aquisição desta antena, pois irá proporcionar boa garimpada nas ondas médias!
Sarmento Campos
DX & Hardcore DX admin em 11 Nov 2009
Blackout no Brasil: oportunidade ímpar para a radioescuta
Ouvindo rádio durante o apagão em 10/11/2009
A experiência do apagão foi bem peculiar, apesar de ser uma vergonha em proporção mundial – falhas em máquinas e sistemas acontecem naturalmente, ainda mais acidentes de causas naturais - mas não haver contingenciamento de linhas de transmissão é evidenciar descaso com a infra-estrutura, até porque isso não dá voto: historicamente o foco dos governantes é promover maquiagem em favelas e distribuir “bolsas isso e cheque aquilo” em programas que se assemelham a distribuição de esmolas, ao invés de prover oportunidades de trabalho e desenvolvimento sustentáveis.
Mas voltando ao apagão, nestas horas de falha em infra-estrutura, especialmente falhas em sistemas elétricos, desastres, desordens urbanas e etc, é que se percebe o quanto o rádio continua sendo importante.
Usando pilhas, ou dentro dos automóveis para quem estava em deslocamento, quem utilizou um radio pode tomar ciência do problema que não afetava o próprio bairro, mas a maioria dos estados do país e até o Paraguai.
Felizmente, algumas poucas emissoras que ainda seguem a lei do Brasil e apresentam conteúdo de utilidade pública, noticiaram os eventos e aconselhavam seus ouvintes em como proceder nesta situação de adversidade.
A Rádio Tupi do Rio de Janeiro, por exemplo, que estava realizando uma transmissão esportiva – Vasco e Campinense – interrompeu a narração para dar cobertura aos acontecimentos, orientando, informando, buscando explicações para o problema, enfim, promovendo um show de cobertura jornalística, que é uma das razões primordiais da criação deste meio de comunicação, que é a radiodifusão.
Enquanto isso, as infindáveis emissoras ditas “religiosas” comandadas por diversos “escolhidos de Deus” que clamam para si a missão de Salvador, desde que o dizimo seja pago rigorosamente em dia através de boletos bancários ou em espécie, continuavam transmitindo espetáculos que beiram o bizarro. (Para quem duvidar, é só sintonizar, você encontrará desde entrevistas com o próprio Diabo em pessoa como ouvirá sessões de tortura em demônios…)
E neste espetáculo deprimente de má utilização do espectro magnético e à margem da legislação que regula a radiodifusão, que determina pelo menos uma hora diária de programação dedicada a utilidade pública, vamos assistindo passivamente a degradação do rádio – outrora sinônimo de cultura e informação, jornalismo, diversão e entretenimento para a família – em uma mídia caça-níquel sem relevância para a formação da cidadania.
E considerando que o maior ofensor em termos tecnológicos para a radioescuta é o ruído elétrico gerado pela rede elétrica e por diversos dispositivos, como lâmpadas eletrônicas, aparelhos de televisão, iluminação pública (lâmpadas a vapor de sódio que utilizam reatores), em eventos de interrupção de energia, podemos desfrutar das benesses da ausência deste tipo de interferência.
E ao ouvir na Rádio Tupi que se tratava de um evento de proporções históricas, com diversos estados do Norte ao Sul e até o Paraguai sem energia elétrica, veio a motivação para ouvir rádio sem a agressão dos ruídos elétrico.
E por volta da 01:00 hora UTC ao ligar um rádio portátil Sangean ATS909, e sintonizar lentamente as freqüências de ondas médias, tive a grata surpresa de ouvir com sinal forte e áudio excelente a Rádio BSKSA - Broadcasting Service of the Kingdom of Saudi Arabia, transmitindo desde Jeddah na Arábia Saudita, na freqüência de 1.512 kHz.

Sintonizando a Rádio BSKSA - Broadcasting Service of the Kingdom of Saudi Arabia - no Rio de Janeiro utilizando um rádio portátil e uma antena para ondas médias
Acoplando uma antena portátil de ferrite – RGP3 – o sinal se tornava mais forte, e direcionando o conjunto rádio e antena até conseguir melhor recepção gravei alguns trechos desta emissão que considero histórica.
A distância entre a cidade de Jeddah e o Rio de Janeiro é de aproximadamente 10200 KM, o que confere um caráter excepcional a esta captação.
Já sintonizei no Rio de Janeiro, na praia ao pôr do Sol, diversas emissoras do Oriente Médio e África, utilizando uma antena de 200 metros de comprimento estendida na areia, e um receptor de comunicações com muitos recursos avançados, e inclusive tenho diversas gravações destas captações.
Durante o período chamado de Grey Line, que é compreendido entre o pôr do Sol do local onde se recebe o sinal, e o outro lado do mundo onde está amanhecendo, existem fenômenos de propagação ionosférica que possibilitam ouvir emissoras de diversas partes do mundo, geralmente quando há orientação Leste x Oeste no caminho entre o emissor e o receptor.
Mas durante a noite, utilizando um rádio portátil captar uma emissora em ondas médias da Arábia Saudita com sinal forte e áudio livre de ruídos e interferências, e isso no centro urbano, dentro da sala de estar, é um feito a ser registrado.
No fim da noite no Brasil, está amanhecendo na Arábia Saudita, e justamente nesta hora estão iniciando as transmissões de rádio das emissoras locais, onde tradicionalmente no mundo Islâmico se iniciam com a leitura do Al Corão, o Livro Sagrado dos Mulçumanos. Com seu idioma fácil de ser identificado, e com a leitura em forma de canto das suras (capítulos) do Al Corão, ouvir Arábia Saudita no período da Grey Line em tais condições é realmente uma experiência inesquecível.
E diante de tal fato, telefonei para outros radioescutas, tanto no Rio como em São Paulo, para avisar sobre a possibilidade de se sintonizar emissoras transoceânicas como Jeddah, e recebi a informação de que outros países como a França em 1.557 kHz estava chegando muito bem.
Imediatamente, sintonizei esta freqüência e pude ouvir com som limpo a programação musical da France Info, que transmite da cidade de Nice, com 300 kWatts de potência. A cidade de Nice está a 9000 KM de distância do Rio de Janeiro.
A Argentina também se fez presente em alguns canais como 630 e 1620 kHz, e em 530 kHz havia emissões em espanhol, que podem ser da Argentina, ou até mesmo do Caribe, da Rádio Vision Cristiana que transmite da ilha Turks & Caikos.
Em 1610 kHz sintonizei a programação em inglês da Rádio Caribean Beacon com sinal regular.
E durante o apagão, diversas emissoras de ondas médias brasileiras, saíram do ar, com a falta de energia, como a Rádio Cultura de São Paulo em 1200 kHz, deixando o canal livre para outras emissoras do nordeste brasileiro, como ocorreu com o canal de 540 kHz que também ficou aberto para outras localidades.
Apesar do fato lamentável da falta de energia a nível Brasil, e que causou enormes transtornos a população, foi uma oportunidade ímpar para ouvir rádio, ainda que por breves momentos e sem preparação alguma, quanto ao tipo de rádio e antena mais apropriados para captações mais difíceis.

Mapa da Arábia Saudita - Transmissor localizado em Jeddah
Sarmento Campos - Rio de Janeiro
10/Nov/2009
DX & Hardcore DX admin em 07 Nov 2009
Que rádio devo comprar: um portátil ou um modelo de mesa ?
Para quem gosta realmente de sintonizar emissoras de rádio, e conhecer outras culturas, não só fora do país, mas dentro de nosso próprio país continental, a história sempre começa com um receptor de rádio.
Que obviamente, é a primeira ferramenta para poder se captar as ondas Hertzianas. E o segundo passo, por motivos também óbvios, é procurar uma antena de forma a possibilitar melhor condição de se receber os sinais, na faixa que se pretende iniciar.
E esse assunto é recorrente na lista de discussão Radioescutas WWW.radioescutas.com que é o maior fórum sobre rádio em nosso idioma e á gerido pelo DX Clube do Brasil.
Recentemente, um colega radioamador questionou na lista a respeito de qual fabricante e modelo de rádio adquirir para a radioescuta, e a pergunta girava em torno de um novo rádio, sobre se valeria a pena adquiri-lo e caso positivo, questionava sobre um fornecedor de equipamentos para radioescutas.
A oportunidade foi interessante, pois é uma dúvida comum a quem quer entrar no mundo da radioescuta, e gira em torno de que tipo de equipamento comprar: portátil ou de mesa.
E a comparação girou entre o recém lançado Grundig Satellit 750 e o clássico receptor Icom R75, muito apreciado por seus recursos avançados, porém, que requerem certos requisitos para operar com plena capacidade.

E nesta linha, segue minha resposta que pode ser útil a outros que por ventura estejam se aventurando neste mundo das ondas de rádio.
Olá Marcelo;
O Renato é totalmente confiável, já comprei alguns rádios com ele com bastante tranquilidade.
Aqui mesmo na lista, já existe uma opinião sobre o 750 que inclusive foi fornecido pelo Renato:
http://br.groups.yahoo.com/group/radioescutas/message/52601
Como você é radioamador, certamente conhece os prós e contras de um receptor “de mesa” e de um “portátil”. Para colocar no contexto correto minha opinião, considerando o R75 sendo de mesa, e o 750 portátil, existem algumas diferenças de utilização.
Como por exemplo, em uma DXCamp, o Icom irá necessitar de uma bateria externa para fornecer 12 volts com boa amperagem. O portátil 750, opera com pilhas grandes internamente o que é mais prático dependendo do uso.
Ambos necessitam de antena externa, porém, em ondas médias, o 750 se sobressai por ter antena de ferrite que inclusive pode ser acoplada uma RGP3 para melhorar o DX.
O Icom em ondas médias irá precisar de uma antena “especial” como uma loop de quadro com acoplamento indutivo e amplificado, de forma a ter diretividade e ganho razoável.
Se você tiver espaço para lançar uma longwire com comprimento razoável para OM, isso não será problema.
O 750 é orientado a broadcast, com áudio mais apropriado para esse fim, já o Icom é subproduto de transceiver, especializado em SSB, e neste item, é imbatível, porém, para radioescuta e DX de broadcast irá requerer alguns acessórios.
Exemplo : um filtro de 3.3kHz para dar qualidade no modo AM especialmente em faixas congestionadas para melhorar a seletividade e melhorar o áudio; uma pequena modificação no circuito AGC para aumentar o tempo, pois o original é muito rápido, e em AM o sinal oscila causando prejuízo na recuperação do áudio.
O filtro original além de largo, não serve para a função PBT; com este filtro, tanto em AM como em SSB o Icom é espetacular. O inconveniente é o alto preço deste acessório.
O alto falante interno do R75 é inútil para broadcast, será necessário acoplar uma pequena caixa externa, eu por acaso, uso uma caixa da Selenium, o que confere qualidade de áudio excepcional.
O 750 já nasceu com a orientação para radioescuta, que suporta antena externa adequada, ou sua própria telescópica, conferindo grande mobilidade.
Enfim, são aplicações completamente diferentes e grosseiramente falando, não podem ser comparadas, pois as características de uso são bem diferentes.
Se você quer hardcore DX, é o ICOM R75. Faça algumas modificações, compre o filtro opcional, acople uma antena boa para OC e outra para OM e poderá operá-lo como um rádio “de mesa”.
O Renato senão me engano também fornece R75, como o Erwin da Radiohaus onde eu comprei o meu em 2002. Hoje o Icom R75 “pelado” custa R$ 2.750,00 na Radiohaus. Com opcionais fortemente recomendados, o preço vai girar em torno de R$ 4.000 (*)
(*) Recomendo também o circuito DSP para auxiliar a recepção em modo ECSS, com um pouco de paciência, pode-se tirar do ruído algum DX interessante usando o DSP que é ajustável.
Para uso em casa, NÂO use a fonte original do Icom R75, ou compre outra fonte, de preferência de 13.8 Volts ou modifique o circuito da fonte original, para introduzir um regulador de tensão e diodos de proteção contra inversão de polaridade, pois a fonte original além de não ter proteção, fornece até 18 Volts sem carga, e em torno de 15 Volts com carga. Ou seja, se usar a fonte original, o Icom vai esquentar um pouco, pois ele internamente não tem regulador de tensão.
Para DX em praia, campo ou local remoto, compre uma bateria de 12 volts, com amperagem suficiente para operar pelo período desejado, e um carregador naturalmente. Não aconselho a usar a bateria do carro apesar da Icom oferecer um cabo para este fim, pois o Icom consume até 2 amperes.
O mais indicado, dependendo do que se deseja e dentro das nossas intenções de gasto (ou investimento), é juntar os dois mundos, um rádio portátil de boa qualidade para se ter mais mobilidade, e outro de mesa para hardcore.
Espero ter ajudado se desejar trocar experiência sobre o R75 para DX em particular, pode me enviar um email diretamente.
73s
Sarmento Campos – Rio de Janeiro
Telecomunicações admin em 02 Nov 2009
Radiações Eletromagnéticas e Ondas: Breve Introdução
Radiações Eletromagnéticas
A dedução matemática de natureza da luz foi feita por James Clerk Maxwell, em 1864. Ele demonstrou que a luz é produzida por cargas elétricas que estão se movimentando, portanto dizemos que ela possui características de uma onda eletromagnética que transporta energia sem transportar matéria e produz fenômenos eletromagnéticos.
Todo fenômeno eletromagnético está associado a três grandezas: o comprimento de onda (λ), que é medido em metros ou seus múltiplos e submúltiplos, a freqüência (f), que é medida hertz (Hz) e a velocidade (v) que é medida em m/s.
No caso das radiações eletromagnéticas (a luz visível, as ondas de rádio, raios-X, ultravioleta, infravermelho, raios gama, etc.) o valor da velocidade é constante e é representado pela letra “c” c=300.000.000 m/s).
A freqüência de uma onda eletromagnética está diretamente relacionada com a energia da onda. A equação que relaciona a energia com o comprimento de onda é a equação de Planck:

Onde: c é a velocidade da luz, E é a energia (joule), h é a constante de Planck (6.624 x 10-34 joule x segundo) e λ é o comprimento de onda. Max Planck (1858 – 1947) – Físico alemão, autor da teoria dos quanta, contribuiu muito para o estudo da física e, em especial, para o entendimento dos fenômenos eletromagnéticos.
Raios gama (<10-10m): produzidos pelo decaimento de substâncias radioativas;
Raios X (10-11 m – 10-8 m): originados pela desaceleração repentina de elétrons de alta energia, ao colidirem com núcleos dos átomos;
Radiação ultravioleta (10-8 m – 4 x 10-7 m): para fins práticos, é produzida por lâmpadas de vapor de mercúrio;
Luz visível (380 – 750 nm; 1 nm = 10-9 m) única faixa capaz de ser percebida pelo olho humano, é gerada por objetos quentes como o Sol ou filamentos de lâmpadas incandescentes, quando a temperatura é alta o suficiente para excitar os elétrons de um átomo;
Radiação infravermelha (0,75 nm – 1 nm): também conhecida como a radiação de calor ou radiação térmica, é produzida pela vibração de moléculas nos materiais;
Microondas (1nm – 30cm): geradas pelos elétrons defletidos por um campo magnético, como acontece nos magnétrons de forno de microondas;
Ondas de rádio (>30cm): produzidas por circuitos de oscilação de cargas elétricas como os de emissoras de TV e rádio AM e FM.

A seguir, alguns tipos de radiação eletromagnética:
Radiação infravermelha
É um tipo de radiação eletromagnética não ionizante, que, quando interage com a matéria produz vibrações nas moléculas provocando o aumento da temperatura do sistema. A radiação infravermelha é responsável pela transmissão de calor de um corpo para o outro, sem a necessidade de contato entre eles. Temos como exemplo: os raios solares, um ferro de passar roupas, aquecido, etc.
Radiação Ultravioleta
A radiação ultravioleta é um tipo de radiação eletromagnética. A principal fonte da radiação ultravioleta recebida pela Terra são os raios solares. A camada de ozônio protege a Terra dos raios ultravioletas provenientes do Sol, pois as moléculas de ozônio têm capacidade de absorverem energia neste comprimento de onda. O aumento da incidência de cataratas (problema de visão), também está associado à exposição à radiação ultravioleta. A distribuição da dose de radiação recebida pelas pessoas aumenta com a latitude e altitude.
A média global de dose de radiação devido à radiação cósmica ao nível do mar é da ordem de 0,26mSv/ano.
Radiação de Microondas
O forno de microondas, o radar para detectar velocidade, a TV a cabo, a internet por cabo axial e o telefone celular são exemplos de fontes de radiação de microondas em nosso dia-a-dia. O forno de microondas usa um gerador de microondas do tipo magnetron para produzir microondas em uma freqüência de aproximadamente 2,45GHz, e é regulado para atuar somente sobre moléculas de água (molécula polar) provocando vibrações. Isso é feito para que só os alimentos possam ser cozidos. Quando colocamos um copo com água no interior de um forno de microondas, somente a água é aquecida, a água transfere energia para o copo por condução.
No forno de microondas existe um dispositivo de segurança para impedir que a radiação escape para o meio externo, não havendo esse dispositivo, uma pessoa que estivesse próxima poderia ser cozida, literalmente de dentro para fora.
Raios X
Com a descoberta dos Raios X pelo físico Wilhelm Conrad Roentgen, em 8 de Dezembro de 1901, deu-se início aos estudos sobre emissões de partículas, provenientes de corpos radiativos, observando suas propriedades e interpretando os resultados. Naquela época, destacaram-se dois cientistas: Pierre e Marie Curie, pela descoberta do polônio e do radium.
Deve-se a eles a criação do termo: “radioatividade”. No começo do século XX, mais precisamente em 1903, Rutherford, após profundos estudos, formulou hipóteses sobre as emissões radioativas. Convém frisar, que naquela época ainda não se conhecia o átomo e os núcleos atômicos e, coube a esse cientista, a formulação de um modelo atômico que é até hoje estudado nas escolas.
Os Raios X são radiações da mesma natureza da radiação gama (outro tipo de ondas eletromagnéticas), com características idênticas. Só se diferem da radiação gama pela origem, ou seja, os raios-X não saem do núcleo do átomo e, portanto, não são energia nuclear e sim, energia atômica. Toda energia nuclear é atômica porque o núcleo pertence ao átomo, mas nem toda energia nuclear é atômica. Os raios X são emitidos quando elétrons acelerados por alta voltagem são lançados contra átomos e sofrem frenagem, perdendo energia.
Partículas e Ondas
As radiações nucleares podem ser de dois tipos. As partículas possuem massa, carga elétrica e velocidade que dependem do valor de sua energia. Já as ondas eletromagnéticas, não possuem massa e se propagam com velocidade de 300.000km/s, para qualquer valor de energia que ele possua e são da mesma natureza da luz e das ondas de transmissão de rádio e TV.
A identificação desses tipos de irradiação foi feita utilizando-se uma porção de material radioativo, com o feixe de radiações passando por entre duas placas polarizadas com um forte campo elétrico.
As partículas “Alfa” são constituídas de dois nêutrons e dois prótons caracterizando um núcleo atômico de Hélio. Devido ao seu alto peso e tamanho, elas possuem pouca penetração e são facilmente absorvidas por poucos centímetros de ar.

As partículas “Beta” são constituídas por elétrons que são emitidos pelo núcleo de um átomo. Essas partículas possuem velocidades próximas à velocidade da luz e carga elétrica negativa. O poder de penetração da radiação “Beta” é bastante superior ao das radiações “Alfa”, podendo ser absorvidas por alguns centímetros de acrílico ou plástico, na sua grande maioria.
As radiações ”X e Gama”, ao contrário das radiações a e b que têm características corpusculares, são de natureza ondulatória. Com isso, não possuem nem carga e nem massa. Isso lhes dá um grande poder de penetração nos materiais.

Devido às suas características diferentes, é possível separar os três tipos de radiação através da aplicação de um campo elétrico ou magnético. Por possuírem cargas com sinais diferentes, as radiações alfa e beta serão desviadas por esses campos para lados opostos.
Já os raios X e gama, por não possuírem carga elétrica, não serão desviados.
Radiação e Radioatividade
Define-se “Radioatividade” como sendo a emissão espontânea de radiação corpuscular e eletromagnética por um núcleo atômico que se encontra num estado excitado de energia, que podem ser do tipo alfa (α), beta (β) ou gama (γ). As radiações eletromagnéticas que possuem energia inferior a 12 eV são chamadas de radiações não-ionizantes, as quais podemos visualizar através da escala de energia mostrada na figura abaixo.

Esta escala inicia-se na faixa de radiação ultravioleta, passando pela luz visível e infravermelha de aparelhos como: microondas, telefonia celular, rádios AM e FM, e termina na faixa de freqüências extremamente baixas (ELF) da rede elétrica (comprimento de onda l = 5.000 km). As radiações não-ionizantes compreendem valores de l superiores de a 10-7m (100nm), ou seja, valores de dimensão comparável ao tamanho de um vírus. No domínio da freqüência, de acordo com a figura 5, tais radiações têm valores menores que a freqüência de 3x1015 Hz, ou seja, valores correspondentes ao início do espectro dos raios ultravioletas. A faixa do espectro eletromagnético, na qual os sistemas móveis modernos de comunicação operam, compreende freqüências entre 108Hz e 1010Hz. Isso corresponde a um valor médio de 1GHz (109Hz) que faz parte da faixa das freqüências ultra-altas ou UHF (300 MHz a 3 GHz), também denominadas ondas decimétricas, por seu comprimento de onda variar de 10 a 1 dm.
O SOL: Emite em Múltplos Comprimentos de Ondas
O Sol emite radiação ao longo de todo o espectro eletromagnético, desde os energéticos raios gama e raios X, até ondas quilométricas de rádio, passando pelo ultravioleta, visível, infravermelho e microondas. A maior parte da intensidade concentra-se no visível e não é coincidência o fato de nossos olhos serem adaptados para enxergarem nesta faixa do espectro.
Especificamente, a intensidade máxima encontrada nas emissões do espectro solar está em um comprimento de onda de 500 nm. Para detectar a radiação solar nos vários comprimentos de onda, dois fatores devem ser levados em consideração. O primeiro é tecnológico e depende de sensores adaptados ao comprimento de onda específico que se deseja analisar. O segundo fator diz respeito à atmosfera terrestre e como esta irá absorver, total ou parcialmente, diferentes faixas do espectro da radiação solar.

Camadas internas do Sol
Energia Solar Recebida
A quantidade total de energia recebida pela Terra é determinada pela projeção da sua superfície sobre um plano perpendicular a propagação da radiação. Como o planeta gira em torno do seu eixo, esta energia é distribuída, embora de forma desigual, sobre toda a sua superfície. Resulta que a radiação solar média recebida sobre a Terra, designada por insolação, é 342 W/m², valor correspondente a ¼ da constante solar. O valor real recebido na superfície do planeta depende, além dos fatores astronômicos ditados pela latitude e pela época do ano, do estado de transparência da atmosfera sobre o lugar, em particular, da nebulosidade.
O equilíbrio energético no planeta
Para manter o equilíbrio energético, a Terra deve restituir ao espaço o mesmo tanto de energia que recebe. A troca de energia entre a Terra e o espaço reduz-se substancialmente a dois componentes. Por um lado, a energia que provém do Sol em virtude de sua temperatura, e por outro, a energia que a Terra difunde no espaço, também associada à temperatura dos corpos irradiantes. A contribuição dos outros corpos celestes é totalmente irrelevante no equilíbrio energético terrestre. É também desprezível o calor proveniente do interior da Terra. O calor interno disperso é, de fato, apenas 50 cal/cm² por ano, menos de 1/5000 da energia proveniente do Sol.
Do total da radiação solar incidente nos limites da atmosfera, chega ao solo cerca de 4%, aproximadamente a metade como radiação direta e a outra metade como radiação espalhada pela atmosfera e pelas nuvens. Naturalmente, não se deve entender que toda esta energia esteja disponível para o homem. Em linhas gerais, pode-se estimar que pelo menos 30% da energia solar que atinge a Terra seja utilizada para a evaporação das águas, ao passo que uma modestíssima percentagem (entre cerca de 0,3 e 1,5%) é utilizada para síntese clorofiliana. Cerca de 0,3% é utilizada para a produção de ventos e das correntes marítimas.
A energia restante é emitida pela Terra sob a forma de radiações térmicas, ou seja, de elevado comprimento de onda.

Camadas internas da Terra
Referências
CNEN
Telecomunicações admin em 01 Nov 2009
Brasil e mundo (re)descobrem o Padre Roberto Landell de Moura

Padre Roberto Landell de Moura - Cientista brasileiro pioneiro na invenção do rádio e telefone sem fio
Por Eduardo Ribeiro
eduribeiro@megabrasil.com.br
Era uma aula até certo ponto despretenciosa de Rádio-jornalismo, com o professor chileno Júlio Zapata.
Vivíamos tempos bicudos (1977 se a memória não me falha) e víamos sombras em tudo e em todos. E com Zapata não era diferente: um chileno no Brasil, em plena ditadura, dando aulas no curso de jornalismo numa faculdade, digamos assim, burguesa, era, no mínimo, muito estranho. Mas como suas aulas situavam-se entre as mais agradáveis e mobilizadoras do curso, passávamos por cima de eventuais desconfianças, com participações sempre marcantes.
Naquela aula Zapata fez uma revelação que deixou a todos atônitos e incrédulos: o rádio não havia sido inventado pelo italiano Guglielmo Marconi, como até os livros de história brasileiros ensinavam, e sim pelo padre e cientista gaúcho Roberto Landell de Moura, em fins do século XIX, aqui mesmo no Brasil, em transmissões feitas (algumas delas) entre a Avenida Paulista e o Morro de Santana.
Ficamos chocados e desconcertados com aquela revelação e mais ainda por ela ter sido feita por um professor estrangeiro, que certamente conhecia mais de nossa história do que qualquer um de nós.
Pela nossa cabeça passou de tudo, inclusive a idéia de ser aquela uma farsa ou uma brincadeira de mau gosto. Como poderia o rádio ter sido inventado no Brasil, por um cientista brasileiro, e ninguém, no próprio País saber disso? Se na época já fossem conhecidas as tais pegadinhas, sem dúvida alguma aquela seria uma delas, para testar nossa capacidade de reação.
Porém o professor Zapata, no curso, deu evidências mais do que suficientes para que todos nós deixássemos de duvidar de suas afirmações e foi além: indignado com o desconhecimento (e desprezo) dos brasileiros com um de seus mais ilustres filhos, lançou na sala de aula um desafio: que o grupo tomasse para si aquela causa resgatando o padre gaúcho para a história. E certamente o fez por dever de ofício, como já devia ter feito inúmeras vezes, em outros ambientes profissionais e acadêmicos, sem muita esperança de que a provocação tivesse algum resultado prático.
E estava certíssimo, a não ser pela presença, entre nós, de um tal Hamilton Almeida, que, à época, chamávamos de Benê, apelido tirado de seu primeiro nome, Benedito.
Hamilton comprou a pauta, foi à luta e decidiu que ela seria a grande reportagem de sua vida. Faz mais de 20 anos que pesquisa a vida e a obra de Roberto Landell de Moura, padre cientista, renegado e perseguido pela Igreja Católica, que esteve à frente de seu tempo, com experimentos que anteciparam algumas das mais importantes invenções do século XX.
Duas décadas depois de ter editado no Brasil os livros “O outro lado das telecomunicações - A saga do Padre Landell” (Editora Sulina) e “Landell de Moura” (Editora Tchê/RBS - coleção Esses Gaúchos), ele foi lançado na Alemanha pela Editora Debras Verlag, da cidade de Konstanz. O nome do livro é “Pater und Wissenschaftler” (Padre e cientista) e o lançamento ocorreu durante um evento para radioamadores realizado nos dias 4 e 5 de dezembro deste ano na cidade de Dortmund. Um segundo e maior lançamento será realizado em junho de 2005, provavelmente com a presença do autor, numa exposição mundial de radioamadores - a Hamradio -, na cidade de Friedrichshafen.
Hamilton precisou ser lançado na Alemanha para ganhar reconhecimento no Brasil. Suas primeiras obras, editadas no Sul, não conseguiram romper a barreira geográfica e desse modo perderam o efeito multiplicador tão necessário para o reconhecimento de um trabalho dessa magnitude.
Mais do que ele, obviamente perdeu o Brasil e, claro, a História, que continuou, por mais este período, ignorando as peripécias de um dos maiores gênios dos séculos XIX e XX.
Isso pode estar agora mudando, graças à edição alemã. Por conta dela, Hamilton ganhou um espaço privilegiado na mídia brasileira e a saga do Padre Landell, pelo visto, começa a ser recontada. Jornais, sites e agências de todo o País abriram espaço para o livro e isso despertou o interesse de dezenas de pesquisadores, cienteistas e professores que procuraram o autor para saber outros detalhes dessa história desconcertante que quase ninguém conhecia.
Está aberto, portanto, o caminho para que novos pesquisadores se debrucem sobre o Padre Landell de Moura e sua obra e, mais do que isso, para que a História do Brasil possa ganhar esse importante reforço, ainda que tardiamente. Se isso ocorrer, logo logo Padre Landell estará sendo ensinado nos cursos básicos e também na Universidade, ganhando, quem sabe, o mundo, como nosso reconhecido Santos Dumont.
Para contar a história do Padre Landell, Hamilton pesquisou durante vários anos em diversas cidades brasileiras. Revirou bibliotecas, entrevistou familiares e pessoas que tiveram algum tipo de envolvimento com Padre Landell ou seus inventos, manuseou jornais e revistas daquele período, checou, enfim, como bom repórter, todas as pistas e evidências que obteve. E fez tudo isso com dinheiro do próprio bolso e nas horas vagas, sem qualquer apoio oficial.
Desconhecido da mídia e do grande público, o trabalho de Hamilton circulava com certa desenvoltura entre radioamadores por razões óbvias. Um desses radioamadores era o editor alemão Heinz Prange, e ele ficou simplesmente fascinado com a história. Nascia, desse modo, em meados do ano 2000, a decisão de publicar uma nova obra de Hamilton sobre o Padre Landell, porém em alemão e na Alemanha. Trata-se, portanto, de uma obra nova, que atualiza e amplia significativamente os dois livros escritos anteriormente.
Nela se descobre que Padre Landell foi precursor não só do rádio, mas também da televisão e do teletipo, entre outras descobertas. E que, apesar da sua genialidade, o padre cientista não recebeu apoio de ninguém, tendo sido, ao contrário, ignorado e perseguido. Quis unir a religião à ciência e acabou acusado de ter pacto com o diabo. Patenteou seus inventos no Brasil e nos Estados Unidos, realizou experimentos e, ainda assim, não foi reconhecido em sua época. No Brasil, chegaram a destruir os seus aparelhos e impedir seus estudos, por considerá-lo uma espécie de bruxo.
Padre Landell também aperfeiçoou o sistema de telegrafia sem fio e transmitiu pela primeira vez no mundo em ondas contínuas, que são superiores às ondas amortecidas utilizadas nos primeiros tempos das radiocomunicações por outros cientistas. Recomendou o emprego das ondas curtas para aumentar as distâncias das transmissões quando elas não eram sequer cogitadas pelos outros cientistas. Para a transmissão de mensagens, ele também se utilizava da luz, o mesmo princípio que aperfeiçoou as comunicações modernas, empregando-se o laser e as fibras ópticas. Numa época em que as telecomunicações eram precárias até mesmo entre cidades vizinhas, ele já acreditava na possibilidade das comunicações interplanetárias. Morreu no anonimato e sua obra até hoje é pouco conhecida. Com o tempo, as suas invenções acabaram sendo reinventadas por outros cientistas, que ficaram com a fama e a glória.
O jornalista Hamilton Almeida, nascido na cidade de Guarulhos (São Paulo), começou sua carreira em revistas técnicas na capital paulista, e em meados dos anos 80 mudou-se para Porto Alegre. Ali trabalhou por vários anos na editoria de Economia do Zero Hora, sendo posteriormente transferido para Buenos Aires, como correspondente. Ficou cerca de oito anos na capital argentina, os últimos pela Gazeta Mercantil Latino-americana. Em 2000, regressou ao Brasil deixando pouco depois o jornal, num dos cortes feitos pela empresa, àquela altura já em crise. Atualmente, ele integra a equipe do Departamento de Análise
Fonte: Site Comunique-se, 22/12/2004
Saiba mais sobre a história de Padre Roberto Landell de Moura acessando :
http://www.sarmento.eng.br/Padre_Roberto_Landell_de_Moura.htm

Patente da invenção do telefone sem fio concedida ao Padre Landell de Moura


