Arquivo de Janeiro de 2010
Receptores admin em 25 Jan 2010
Radio Stromberg Carlson - Década de 40
Fotos enviadas por PY1OAR Átilla Odon de um belo rádio a válvula fabricado nos idos de 1940. Esta raridade está plenamente funcional, uma verdadeira preciosidade.
STROMBERG -CARLSON AWP8

Vista do rádio aberto para operação

Detalhe do dial e das faixas de sintonia

Painel traseiro aberto mostrando o circuito do rádio

Rádio fechado pronto para ser guardado ou transportad

Veja outros modelos deste fabricante nesta página especializada em catalogar equipamentos de rádio antigos:
Radioescuta admin em 20 Jan 2010
Nas Ondas Curtas da Guarujá - O Papel do Rádio Analógico
Boa noite prezado ouvinte da Radio Guarujá Paulista. Meu nome é Sarmento Campos e falo da cidade do Rio de Janeiro, especial para o programa semanal dedicado as ondas curtas do radio.
Hoje, nesta semana de natal, vamos falar um pouco sobre as características técnicas deste importante meio de comunicação presente nas ondas curtas.
O fato da Radio Guarujá transmitir em ondas curtas, aumenta consideravelmente o alcance de suas emissões. Como sabemos, o termo radiodifusão indica a dispersão da informação produzida, que abrange cada casa, vila, cidade e até o país que esteja ao alcance do transmissor.
Diferentemente da televisão, em que o telespectador esta observando algo que sai de uma caixa que está ali, as paisagens e sons do radio são criados dentro de nós, podendo ter impacto e envolvimento maiores.
Enquanto a televisão de um modo geral é assistida por pequenos grupos de pessoas e a reação a um programa costuma ser afetada pela reação entre indivíduos, o rádio é muito mais pessoal, que vem direto para o ouvinte.
Atualmente, com a evolução tecnológica e a miniaturização do transistor, o rádio é um artigo pessoal do cotidiano.
Sendo tecnicamente simples de ser usado, o radio é bastante flexível e em geral funciona melhor numa situação imediata ao vivo. A reportagem de um correspondente internacional, um ouvinte falando ao telefone, o carro de reportagem nos subúrbios, a cobertura de uma partida de futebol, enfim, são todos exemplos do caráter imediato do radio.
Enquanto o jornal ou a revista são recebidos do mesmo modo como foram produzidos, no radio não temos essa garantia automática. As transmissões em ondas curtas obviamente estão sujeitas a fading, que é um fenômeno de desvanecimento do sinal, e em algumas ocasiões, este fading – como é o termo em inglês – pode ser bem acentuado e também, podemos enfrentar interferências no canal sintonizado.
Também nas ondas medias, em especial a noite, quando o Sol não está presente e as condições de propagação ionosférica favorece o transporte dos sinais a longa distancia, podem sofrer a intrusão de outras emissoras.
No radio ,é provável que a qualidade do som recebido seja bem diferente, em sua dinâmica ou amplitude de freqüência, do que é cuidadosamente produzido em estúdio.
Mesmo a faixa de FM, que é instável, esta sujeita a uma serie de distorções, desde a flutuação causada por um avião até a interferência da ignição dos carros e de outros equipamentos elétricos.
A transmissão digital e a radiodifusão direta via satélite superam a maioria destes problemas, mas apresentam um custo mais elevado para o ouvinte.
Quando existem condições precárias de recepção, os programas precisam prender a atenção do ouvinte para que se possa manter uma audiência fiel.
E a participação dos ouvintes entusiastas deste meio de comunicação é muito importante para auxiliar as emissoras a desenvolver seus sistemas irradiantes, que são as antenas e transmissores utilizados para emitir os sinais que chegam ao seu receptor.
Por isso, é muito importante que se envie uma carta ou até um email para as emissoras, reportando como chega o sinal em sua casa, com que receptor e antena voce está ouvindo, se existem interferências de outras emissoras, e como está o fenômeno do desvanecimento do sinal, que provoca a flutuação na intensidade do sinal.
Neste programa semanal Nas Ondas Curtas da Guarujá Paulista, procuramos informar ao ouvinte não só as características técnicas da recepção de emissoras, mas também, divulgar aspectos culturais e históricos do radio.
Por hoje é só, e continue na sintonia, pois hoje teremos uma entrevista com um radioescuta e Dxista, que irá falar mais sobre a correspondência com as emissoras de radio, e o recebimento de cartões QSL.
Telecomunicações admin em 09 Jan 2010
Sol expele rajadas contra Terra mesmo em períodos de ‘calma’, diz estudo
O sol bombardeia a Terra com rajadas de partículas - o chamado vento solar - mesmo quando sua atividade parece estar em baixa, afirmaram cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR, na sigla em inglês) e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Segundo os cientistas, a conclusão vai de encontro à noção de que a atividade solar pode ser medida apenas pelas manchas em sua superfície – nos ciclos de aproximadamente 11 anos, os períodos em que a atividade solar parece mais “quieta” coincidem com a fase em que há menos manchas na superfície.

Ventos em 1996 (esq) eram mais fracos do que os de 2008 (dir)
Até agora, essas manchas eram usadas para medir as mudanças de impacto do sol sobre a Terra durante esses ciclos de 11 anos.
Nas fases de maior atividade, o número de manchas aumenta. Neste período, o sol lança intensas chamas diariamente e tempestades geomagnéticas atingem a Terra frequentemente, derrubando satélites e interrompendo redes de comunicações.
“O sol continua a nos surpreender”, disse a líder da pesquisa Sarah Gibson, do Observatório de Alta Altitude do NCAR. “O vento solar pode atingir a Terra como uma mangueira de fogo, mesmo quando não há praticamente nenhuma mancha em sua superfície.”
O estudo, financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional da Ciência, está sendo publicado nesta sexta-feira no Journal of Geophysical Research.
Manchas
Há séculos os cientistas se baseiam nas manchas solares – áreas de campos magnéticos concentrados que aparecem como manchas escuras na superfície solar – para determinar o ciclo de aproximadamente 11 anos.
Desta vez, Gibson e sua equipe se concentraram em outro processo pelo qual o sol libera energia, analisando rajadas de vento solar de alta velocidade, que carregam turbulentos campos magnéticos para fora do sistema solar.
Quando essas rajadas chegam perto da Terra, elas intensificam a energia no cinturão de radiação em torno do planeta. Isso aumenta a pressão no topo da atmosfera e pode afetar satélites de meteorologia, navegação e comunicação, em órbita nessa região, além de ameaçar os astronautas da Estação Espacial Internacional.
Os cientistas analisaram informações coletadas por instrumentos espaciais e baseados na Terra durante dois projetos, um em 1996 e outro em 2008. O ciclo solar estava em sua fase de atividade mínima durante os dois períodos.
No passado, cientistas acreditavam que essas rajadas de vento praticamente desapareciam nos períodos de quietude do sol, mas quando a equipe comparou o efeito do vento solar de agora com o de 1996, último período de calmaria do astro, concluiu que a Terra continuou sendo intensamente afetada no ano passado.
Apesar de o sol apresentar menos manchas em sua superfície do que em qualquer período de baixa dos últimos 75 anos, o efeito do astro sobre o cinturão de radiação em torno da Terra – medido pelos fluxos de elétrons – foi mais do que três vezes maior no ano passado do que em 1996.
Os cientistas também concluíram que, apesar de o Sol apresentar ainda menos manchas atualmente do que em seu período de calmaria de 1996, os ventos solares eram mais fracos 13 anos atrás.
Impacto
No momento de pico, o impacto acumulado das rajadas de vento durante um ano pode injetar tanta energia na Terra como as erupções maciças da superfície solar durante um ano no período de alta atividade do sol, afirma a co-autora do estudo Janet Kozyra, da Universidade de Michigan.
Segundo Gibson, as observações deste ano mostram que os ventos parecem finalmente ter diminuído, quase dois anos depois de as manchas terem chegado ao mínimo deste último ciclo.
Os cientistas, no entanto, afirmam que são necessários mais estudos para entender os impactos dessas rajadas de vento sobre o planeta. Para Gibson, o fato de que o sol continua afetando intensamente as atividades magnéticas na Terra nestes períodos de calma pode ter implicações para satélites e outros sistemas tecnológicos.
“Isso deve manter os cientistas ocupados tentando juntar todas as peças”, afirma ela.




